A reviravolta no caso que chocou o país ganha um novo capítulo: o Supremo Tribunal Federal decidiu que Monique Medeiros deve voltar à prisão imediatamente. A decisão reacende a tensão em torno do julgamento da morte de Henry Borel e reforça o entendimento de que há riscos concretos ao andamento do processo.
Segundo o jornal Extra, o ministro Gilmar Mendes rejeitou os embargos apresentados pela defesa de Monique e manteve a ordem de prisão preventiva. Além disso, negou pedidos como prazo para apresentação voluntária e definição antecipada do local de custódia.
Na decisão, o magistrado determinou que a Secretaria de Administração Penitenciária do Rio informe, em até 24 horas, em qual unidade a professora deverá cumprir a medida, com a garantia de sua integridade física e moral.
A defesa tentou reverter a decisão alegando riscos à segurança de Monique dentro do sistema prisional, citando episódios anteriores de ameaças. Ainda assim, o ministro entendeu que os argumentos não alteram o fundamento da prisão.
A manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) foi determinante para o desfecho. O órgão já havia se posicionado a favor da retomada da prisão, apontando possíveis riscos à instrução do processo — como interferência em testemunhas e prejuízos ao julgamento.
Para Leniel Borel, assistente de acusação no caso, a decisão representa mais do que um passo jurídico.
“É um marco moral. A luta nunca foi em vão”, afirmou.
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Reviravolta após soltura
Monique havia sido solta em março, após a suspensão do julgamento, quando a Justiça entendeu que mantê-la presa naquele momento seria irregular. A interrupção ocorreu após a saída da defesa do ex-vereador Dr. Jairinho do plenário.
Agora, com a nova decisão do STF, o cenário muda novamente — e o caso volta a ganhar força às vésperas da retomada do júri, marcada para maio.
A morte de Henry, em 2021, segue como um dos casos mais emblemáticos recentes do país. O laudo apontou múltiplas lesões e hemorragia interna como causa da morte, levantando suspeitas de agressões contínuas.
Segundo as investigações, Jairinho é apontado como autor das agressões, enquanto Monique teria conhecimento das violências.
Com informações do Extra