Depois de quase oito horas de sabatina, o nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) avançou no Senado. O atual advogado-geral da União foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça nesta quarta-feira (29), em uma votação apertada que agora leva a decisão final para o plenário da Casa.
De acordo com a CNN, a aprovação na CCJ veio por 16 votos a 11, em um dos momentos mais aguardados da agenda polĂtica da semana. Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda em novembro do ano passado, Messias enfrentou resistĂŞncia nos bastidores e intensificou a articulação com senadores antes da análise formal do seu nome, enviada apenas em abril.
Agora, o indicado precisa de pelo menos 41 votos no plenário do Senado para ser confirmado no cargo e assumir a vaga aberta com a aposentadoria do ministro LuĂs Roberto Barroso.
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Durante a sabatina, Messias buscou equilibrar discurso tĂ©cnico e acenos polĂticos. Em sua fala inicial, destacou princĂpios pessoais, mencionando a fĂ© cristĂŁ, mas reforçou a importância da laicidade do Estado. “É a laicidade que assegura a todos o exercĂcio da fĂ© com tranquilidade”, afirmou.
O advogado-geral da UniĂŁo tambĂ©m defendeu uma atuação mais equilibrada do Supremo, criticando a ideia de que a Corte funcione como uma “terceira Casa legislativa”. Segundo ele, o tribunal nĂŁo pode ser visto como “Procon da polĂtica” e deve respeitar os limites entre os Poderes.
Temas sensĂveis tambĂ©m foram abordados. Questionado sobre aborto, Messias se declarou contrário, mas afirmou que a legislação vigente deve ser respeitada nos casos previstos. Sobre os atos de 8 de janeiro de 2023, classificou o episĂłdio como um dos mais tristes da histĂłria recente e disse ter atuado dentro de suas atribuições para proteger o patrimĂ´nio pĂşblico.
A sabatina foi marcada ainda por gestos polĂticos e demonstrações de apoio. Messias citou lideranças do Senado, como Davi Alcolumbre e Rodrigo Pacheco, e recebeu cumprimentos de ministros, parlamentares e lideranças religiosas presentes no local.
Com informações da CNN

