CIGARRO: Brasil ainda tem um dos preços mais baratos da América do Sul

Mesmo com reajuste para R$ 7,50, país registra alta no número de fumantes

Por Redação ContilNet 19/04/2026 às 10:45

O cigarro vai pesar um pouco mais no bolso do brasileiro, mas ainda continua barato, e isso preocupa. Mesmo com o aumento do preço mínimo para R$ 7,50, o Brasil segue com o terceiro cigarro mais barato da América do Sul, cenário que especialistas apontam como um dos fatores por trás da volta do crescimento do número de fumantes no país.

Segundo o g1, depois de duas décadas de queda, o tabagismo voltou a avançar. Dados recentes mostram que a proporção de fumantes subiu de 9,3% para 11,6% em apenas um ano — um salto que acende um sinal de alerta para a saúde pública.

O reajuste anunciado pelo governo federal interrompe um longo período de preços praticamente congelados. Entre 2017 e 2023, o valor mínimo ficou parado em R$ 5, subindo para R$ 6,50 apenas em 2024. Ainda assim, especialistas afirmam que o aumento atual está longe do ideal: se a política de reajustes anuais acima da inflação tivesse sido mantida, o cigarro já custaria cerca de R$ 10.

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A lógica é simples — e já funcionou no passado. Quanto mais caro, menor o consumo. Foi assim que o Brasil conseguiu reduzir pela metade o número de fumantes entre os anos 1990 e 2015, tornando-se referência mundial no combate ao tabagismo.

Hoje, o cenário é outro. Com preços considerados baixos, o país volta a ser visto como um ambiente favorável ao consumo. E o impacto vai além da saúde individual: o tabagismo está ligado a mais de 50 doenças e causa cerca de 177 mil mortes por ano no Brasil.

A conta também pesa nos cofres públicos. O Sistema Único de Saúde (SUS) gasta bilhões tratando doenças relacionadas ao fumo, enquanto a arrecadação com impostos sobre o cigarro cobre apenas uma pequena parte desse prejuízo.

Outro fator de preocupação é o avanço do cigarro eletrônico, especialmente entre jovens. Mesmo proibido, o produto tem funcionado como porta de entrada para o cigarro tradicional, mais barato e acessível.

Diante desse cenário, especialistas defendem uma política mais rígida e contínua de aumento de preços, como forma de frear o consumo e evitar que uma nova geração seja impactada pelo vício.

Com informações do g1

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