A Prefeitura de Cruzeiro do Sul segue monitorando de forma contĂnua a cheia do Rio JuruĂĄ, que atingiu a marca de 13,98 metros,nesta quinta-feira 2. O prefeito Zequinha Lima esteve nas ĂĄreas atingidas, acompanhado do comandante do Corpo de Bombeiros, major Josadac Ibernon, e equipes da Defesa Civil, para vistoriar de perto a situação. AtĂ© o momento 14 famĂlias, totalizando 70 pessoas, foram retiradas de ĂĄreas de risco e encaminhadas para abrigos organizados pelo municĂpio, nas escolas Rita de Cassia e Corazita Negreiros.
Durante a visita, o prefeito destacou a rapidez da elevação do nĂvel do rio nas Ășltimas semanas e reforçou o compromisso da gestĂŁo municipal em garantir a segurança da população. âComeçamos o dia cedo aqui Ă s margens do Rio JuruĂĄ, junto com o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil, para realizar mais uma vistoria. Nos Ășltimos dias, o rio apresentou uma cheia rĂĄpida e jĂĄ estamos com 13 metros e 98 centĂmetros. JĂĄ temos famĂlias nos abrigos e novos pedidos de retirada surgiram. Vamos continuar percorrendo os bairros alagados e orientando as pessoas a terem muito cuidado. A tendĂȘncia ainda Ă© de leve elevação nas prĂłximas horas, mas a expectativa Ă© de que, em atĂ© dois dias, o nĂvel comece a normalizarâ, afirmou.
O comandante do Corpo de Bombeiros, major Josadac Ibernon, ressaltou o trabalho conjunto entre os entes pĂșblicos no enfrentamento da situação. âEstamos realizando esse monitoramento constante, tanto pelo Governo do Estado quanto pela Prefeitura. Nossa principal atividade neste momento Ă© retirar as famĂlias das ĂĄreas de risco, garantindo a proteção das pessoas e tambĂ©m de seus patrimĂŽniosâ, explicou.
O coordenador da Defesa Civil Municipal, JĂșnior Damasceno, destacou a mobilização das equipes e o suporte oferecido Ă s famĂlias atingidas. âJĂĄ temos equipes em campo, em parceria com o Governo do Estado e o Corpo de Bombeiros. Os abrigos estĂŁo estruturados, com apoio da AssistĂȘncia Social e da SaĂșde, garantindo atendimento completo Ă s famĂlias. Estamos retirando essas pessoas para locais seguros e oferecendo o mĂĄximo de conforto possĂvel, enquanto acompanhamos a previsĂŁo de redução do nĂvel do rio nos prĂłximos diasâ, disse.
A gestĂŁo municipal segue em alerta, mantendo o monitoramento constante do nĂvel do rio e pronta para agir diante de qualquer necessidade, garantindo assistĂȘncia, segurança e apoio Ă s famĂlias atingidas pela cheia do Rio JuruĂĄ.
ABRIGOS
A Prefeitura de Cruzeiro do Sul, por meio da Secretaria Municipal de AssistĂȘncia Social e Cidadania,presta todo o suporte necessĂĄrio Ă s famĂlias atingidas pela cheia do Rio JuruĂĄ, que precisaram deixar suas casas. Atualmente, os abrigos estĂŁo funcionando nas escolas Rita de CĂĄssia e Corazita Negreiros, onde as famĂlias recebem acolhimento, alimentação e atendimento humanizado. Ao todo, 14 famĂlias jĂĄ estĂŁo abrigadas nas duas escolas, totalizando 70 pessoas.
Na manhĂŁ desta quinta-feira, 2, o prefeito Zequinha Lima esteve nos abrigos acompanhando de perto a situação das famĂlias, ao lado do comandante do Corpo de Bombeiros, major Josadac Ibernon, e do coordenador da Defesa Civil Municipal, JĂșnior Damasceno.
Nos abrigos, a Prefeitura oferece um ambiente digno e acolhedor. As famĂlias estĂŁo instaladas em salas de aula, com privacidade, acesso Ă alimentação diĂĄria. cafĂ© da manhĂŁ, almoço e jantar, alĂ©m de acompanhamento das equipes de assistĂȘncia social e visitas regulares da saĂșde.
âA gente sabe que nunca Ă© igual ao conforto da prĂłpria casa, mas procuramos humanizar esse atendimento. Cada famĂlia tem seu espaço, com ar-condicionado, alimentação e todo o suporte necessĂĄrio. Nosso objetivo Ă© minimizar ao mĂĄximo esse momento difĂcil atĂ© que possam retornar com segurança para suas residĂȘnciasâ, citou o prefeito.
Entre as pessoas acolhidas estĂĄ a indĂgena KaxinawĂĄ Maria das Graças Melo, que residia em JordĂŁo e hĂĄ cerca de um mĂȘs passou a morar em Cruzeiro do Sul. Ela destacou a importĂąncia do apoio recebido neste momento. âAqui Ă© melhor, porque o rio tĂĄ perigoso, a ĂĄgua tĂĄ subindo em todo cantoâ, relatou.
Outra moradora, Raimunda Nato de Oliveira, que vive na regiĂŁo da Boca do Moa, ressaltou a importĂąncia do abrigo, principalmente para quem tem filhos. âĂ importante, porque a gente fica sem ter pra onde ir. Se fosse sĂł eu e meu marido, a gente dava um jeito, mas tem as crianças e fica perigoso. A gente se mudou pra cĂĄ no inĂcio do ano e Ă© a primeira vez que passa por issoâ, contou.

