Deputada propĂ”e tornozeleira “rosa” para agressores de mulheres

Proposta prevĂȘ identificação visual em casos de maior risco e ainda serĂĄ analisada pelo Congresso

Por Redação ContilNet 15/04/2026 às 20:13 Atualizado: hå 3 semanas

A deputada federal Coronel Fernanda apresentou, nesta segunda-feira (14), um projeto de lei que propĂ”e mudanças no uso de tornozeleiras eletrĂŽnicas aplicadas a agressores em casos de violĂȘncia domĂ©stica. A medida prevĂȘ a adoção de identificação visual padronizada, incluindo a possibilidade de dispositivos com coloração rosa.

Segundo a proposta, a Justiça poderå determinar o uso de tornozeleiras com identificação visível em situaçÔes consideradas de maior risco para a vítima. O objetivo é reforçar o monitoramento eletrÎnico e ampliar a proteção, facilitando a identificação do agressor em descumprimento de medidas judiciais.

A iniciativa tambĂ©m busca dar mais efetividade ao acompanhamento de casos enquadrados na Lei Maria da Penha, especialmente quando hĂĄ histĂłrico de ameaças ou reincidĂȘncia.

Como funcionaria a medida

De acordo com o texto apresentado, a identificação visual das tornozeleiras seria aplicada de forma complementar ao monitoramento jå existente. A definição dos casos ficaria a cargo do Judiciårio, que avaliaria o nível de risco e a necessidade da medida.

AlĂ©m disso, a proposta altera normas recentes que regulamentam o uso de dispositivos eletrĂŽnicos para controle de agressores, ampliando as possibilidades de atuação em situaçÔes de violĂȘncia domĂ©stica.

Projeto ainda nĂŁo estĂĄ em vigor

Apesar da repercussão, a medida ainda não tem efeito pråtico imediato. O texto começa agora a tramitar no Congresso Nacional e precisarå passar por comissÔes e votaçÔes antes de ser aprovado.

Atualmente, jå existem regras que permitem o uso de tornozeleiras eletrÎnicas para monitorar agressores, inclusive com aplicação imediata em alguns casos. No entanto, não hå previsão de identificação visual ou padronização por cor nos dispositivos.

Debate deve avançar

A proposta deve gerar debate entre especialistas e parlamentares, especialmente sobre os limites da exposição do agressor e a efetividade da medida na prevenção de novos casos.

Enquanto isso, o tema segue em discussĂŁo como parte das estratĂ©gias para ampliar a proteção de vĂ­timas e fortalecer o combate Ă  violĂȘncia domĂ©stica no paĂ­s.

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