O diretor Dan Reed, responsável pelo documentário que abalou a imagem de Michael Jackson em 2019, voltou ao ataque. Em entrevista ao The Hollywood Reporter nesta quinta-feira (23/04), Reed não mediu palavras ao afirmar que o cantor “era pior que Jeffrey Epstein”, referindo-se à natureza e à recorrência das acusações de abuso sexual infantil contra o artista.
Críticas à Cinebiografia
O alvo principal de Reed foi o novo filme biográfico de Michael Jackson, dirigido por Antoine Fuqua. Para o documentarista, a produção é uma tentativa de “higienização” da história:
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Falta de Autenticidade: “Como é possível contar uma história autêntica sobre Michael Jackson sem jamais mencionar o fato de que ele foi seriamente acusado de abuso infantil?”, questionou.
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Interesses Comerciais: Reed ironizou os produtores e o diretor da cinebiografia, afirmando que a indústria prioriza o lucro e que todos os envolvidos estariam apenas “ganhando dinheiro fácil” ao ignorar as controvérsias.
Com informações do Metrópoles.
O Embate com a HBO e o Espólio
Reed também comentou a polêmica retirada de Deixando Neverland do catálogo da HBO. O sumiço da obra seria fruto de uma manobra jurídica do espólio de Jackson, baseada em um contrato de 1992 (referente ao concerto Dangerous):
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Cláusula de Não Difamação: O espólio argumentou que a HBO não poderia exibir nada negativo sobre o cantor devido a este contrato antigo.
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Reação do Diretor: Reed classificou a interpretação como “ridícula”, mas acredita que o documentário voltará ao ar em breve, assim que os prazos de limitação de distribuição do acordo terminarem.
O Legado sob Juízo
A declaração de Reed surge em um momento estratégico, com a estreia da cinebiografia aproximando-se e gerando intensos debates sobre se é possível separar a obra do artista. Enquanto fãs defendem a inocência de Jackson, Reed insiste que a sociedade está sendo levada a um “esquecimento coletivo” em favor do entretenimento comercial.