ContilNet Notícias

Do alto: imagens do espaço revelam detalhes inéditos dos geoglifos no Acre

Por Suene Almeida, ContilNet

Geoglifos 4

Vistos do chão, eles quase passam despercebidos. Mas, quando observados do alto, enormes desenhos geométricos aparecem no meio da floresta amazônica e ajudam a contar uma história antiga sobre quem viveu na região milhares de anos antes da chegada dos europeus. Novas imagens divulgadas recentemente trouxeram detalhes inéditos dos  geoglifos no Acre.

As novas imagens foram produzidas pela empresa brasileira SCCON Geospatial, com base em dados captados por satélites da Planet, companhia dos Estados Unidos especializada em monitoramento da Terra. A tecnologia permitiu registrar os desenhos em escala completa, revelando detalhes que ajudam pesquisadores a avançar nos estudos sobre a origem e o significado dessas misteriosas obras amazônicas.

Os registros foram feitos por satélites e mostram com mais clareza o tamanho e a organização dessas figuras gigantes, escavadas no solo. As imagens permitem enxergar os formatos completos, algo praticamente impossível para quem está em terra, e destacam a complexidade das construções feitas por povos antigos da Amazônia.

Geoglifos 3

Imagens de satélite revelam detalhes impressionantes dos geoglifos no Acre | Foto: Divulgação/SCCON

Os geoglifos são formados por valas e elevações de terra que criam desenhos geométricos, como círculos e quadrados, em grandes áreas abertas. No Acre, já foram identificados mais de mil desses sítios arqueológicos espalhados por diferentes municípios, tornando o estado um dos principais locais desse tipo de registro na América do Sul.

Embora muitos comparem essas estruturas às famosas linhas de Nazca, no Peru, pesquisadores destacam que os geoglifos acreanos possuem características próprias e ajudam a provar que a Amazônia já era ocupada por sociedades organizadas muito antes do período colonial.

Parte desses locais já recebeu reconhecimento oficial e foi protegida como patrimônio histórico pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Além do valor científico, especialistas acreditam que alguns desses espaços podem ter sido usados em rituais ou atividades culturais por povos indígenas antigos, o que aumenta ainda mais o interesse sobre sua função.

Sair da versão mobile