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Dólar cota R$ 5,09 e inicia o dia com cautela sobre cessar-fogo no Oriente Médio

Por Redação ContilNet

Notas De Dólar

Notas de dólar. — Foto: Murad Sezer/ Reuters

O mercado financeiro global amanheceu em clima de “espera vigilante” nesta quinta-feira (9/4). O dólar iniciou a sessão em patamar de estabilidade, recuando levemente para a casa dos R$ 5,09, após uma queda expressiva de 1,01% na véspera.

O foco central dos investidores está voltado para o Oriente Médio, onde o cessar-fogo anunciado há apenas dois dias entre Estados Unidos e Irã já apresenta rachaduras profundas. Relatos de ataques mútuos e ofensivas em países do Golfo, como Kuwait e Arábia Saudita, mantêm o prêmio de risco elevado e trazem volatilidade para as moedas emergentes.

De acordo com o portal G1, a incerteza geopolítica impulsionou o preço do petróleo Brent, que subia quase 4% nesta manhã, aproximando-se dos US$ 99 por barril. O movimento reflete o temor de interrupções logísticas, especialmente após o fechamento temporário do Estreito de Ormuz, canal vital para o escoamento da energia global.

Oriente Médio e a agenda econômica nos EUA

A dinâmica do dólar hoje é influenciada por um “cabo de guerra” entre a política externa e indicadores macroeconômicos:

Resumo do mercado: dólar e indicadores (abril 2026)

Confira os principais dados que balizam as negociações nesta manhã:

Indicador Econômico Valor / Variação Contexto de Mercado
Dólar (Abertura) R$ 5,0982 (-0,07%) Cautela geopolítica e ajuste técnico
Ibovespa (Véspera) 192.201 pontos (+2,09%) Otimismo doméstico vs. risco externo
Petróleo Brent US$ 98,57 (+3,82%) Reflexo do fechamento de Ormuz
Dólar no Mês -1,47% Acumulado de queda frente ao Real
Agenda do Dia Deflator do PCE (EUA) Balizador da inflação americana

O cenário de curto prazo para o dólar dependerá da capacidade diplomática de restaurar a confiança no cessar-fogo. Segundo o levantamento do G1, o fechamento do Estreito de Ormuz é o “fator X” que pode levar a moeda americana a romper a barreira dos R$ 5,20 caso a crise se prolongue.

No Brasil, o fluxo de investidores estrangeiros atraídos pelos juros locais e pelo desempenho recorde da bolsa tem servido de amortecedor, mas analistas alertam que a “calmaria” na abertura pode ser rapidamente substituída por uma corrida para ativos seguros caso novas ofensivas militares sejam confirmadas nas próximas horas de negociação em Nova York e Brasília.

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