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Eber critica tratamento no MDB e se diz pronto para batalha jurídica

Por Matheus Mello, ContilNet

Eber Machado

Vereador Eber Machado

O vereador Eber Machado afirmou nesta terça-feira (7), durante sessão na Câmara Municipal de Rio Branco, que está tranquilo em relação à sua saída do MDB e preparado para se defender caso o partido entre na Justiça pedindo a perda de seu mandato.

Durante a fala, o parlamentar exibiu a carta de anuência assinada pelo presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, autorizando sua desfiliação. Segundo Eber, o documento foi determinante para a decisão de deixar a sigla.

“Estou muito tranquilo com relação à decisão que tomei. O próprio MDB tem feito essas liberações para candidatos que já pediram. Cito dois casos, o do ex-vereador João Marcos Cruz e o do deputado Jarude, que também receberam essa autorização”, declarou.

Eber questionou o que considera um tratamento desigual dentro do partido. “A grande pergunta é: por que deram para eles dois e por que não querem dar para o vereador Eber Machado?”, disse.

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O vereador afirmou ainda que tentou resolver a situação internamente antes de deixar a legenda. Ele destacou que mantém boa relação com lideranças do MDB no Acre, incluindo o presidente estadual, Vagner Sales, e o ex-prefeito Marcos Alexandre.

“Tenho grandes amigos no MDB, pessoas que tenho carinho e respeito. Mas essa decisão veio da executiva nacional. Para que eu tomasse essa decisão, precisei da autorização do MDB nacional, que considero uma instância superior”, afirmou.

Eber reforçou que, caso o partido judicialize o caso, sua equipe jurídica já está preparada. “Se o MDB entender que deve entrar com ação pedindo meu mandato, minha equipe já está pronta para fazer toda a defesa. Quem me deu o direito de sair foi o MDB nacional. A carta é muito clara”, disse.

Saída de Eber

A saída de Eber ocorre em meio a um impasse jurídico. Conforme antecipado pelo presidente estadual do MDB, Vagner Sales, o partido pretende ingressar na Justiça Eleitoral para tentar cassar o mandato do vereador. O argumento é de que a troca de partido ocorreu fora das hipóteses permitidas pela legislação.

Pela lei, vereadores não podem mudar de partido fora da chamada janela partidária específica para o cargo, que não contempla parlamentares municipais neste período. Em casos semelhantes, como em Cruzeiro do Sul, o MDB acionou a Justiça e conseguiu a perda de mandato de vereadores que deixaram a sigla sem autorização considerada válida pela Justiça Eleitoral.

Apesar da disputa, Eber reiterou respeito ao partido. “O MDB está no meu coração. Sempre tive meus mandatos pautados pela boa relação e é assim que vou continuar”, afirmou.

Após deixar o MDB, Eber Machado se filiou ao Republicanos. Ele anunciou apoio ao senador Alan Rick ao governo do Acre e também sua pré-candidatura a deputado federal pela nova legenda.

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