As negociações entre o governo do Acre e os sindicatos de servidores públicos seguem marcadas por divergências, o que tem atrasado a tramitação do projeto de lei na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). O principal ponto de conflito envolve os valores e a abrangência dos benefícios propostos.
De um lado, o governo apresentou uma proposta que inclui o aumento do auxílio-alimentação de R$ 420 para R$ 700, a criação de um auxílio-saúde de R$ 500 para aposentados e pensionistas, além da concessão de auxílio-alimentação para militares, que atualmente não recebem o benefício.
A equipe governamental argumenta que a medida contempla a maioria dos servidores e é viável dentro das limitações orçamentárias do Estado.
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Por outro lado, os sindicatos consideram a proposta insuficiente e apresentaram uma contraproposta. As entidades defendem a elevação do auxílio-alimentação para R$ 900, a ampliação do auxílio-saúde para todos os servidores, incluindo ativos, e a aplicação da Revisão Geral Anual (RGA) de 20,39%. Além disso, categorias específicas, como a educação, também reivindicam pautas próprias, como o reajuste do piso do magistério e a reestruturação de carreiras.
Representantes sindicais afirmam, ainda, que o governo teria apresentado mais de uma versão de proposta ao longo das discussões, o que gerou insegurança e dificultou o avanço de um acordo definitivo.
O secretário de Governo, Luiz Calixto, chegou à Aleac no final da manhã desta quarta-feira (1), reunido com parlamentares a portas fechadas, antes de iniciar o debate com os representantes dos sindicatos e posterior votação.

