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Ex-atletas do Vasco-AC suspeitos de estupro coletivo serão ouvidos em audiência

Por Redação ContilNet

Tribunal De Justica Do Acre TJAC

Expectativa gira principalmente em torno das declarações das vítimas, que devem dizer em juízo se confirmam ou não os relatos feitos anteriormente. — TJAC

A Justiça do Acre marcou para o próximo dia 16 a audiência de instrução e julgamento dos cinco ex-jogadores do Vasco da Gama-AC acusados de estupro coletivo contra duas mulheres, em Rio Branco. A sessão, que será realizada na Segunda Vara Criminal da Comarca, é considerada um dos momentos mais importantes do processo.

Serão interrogados os acusados Eric Serpa Santos de Oliveira, Bryan Peixoto Henrique Liziário, Alex Pires Bastos Júnior, Lucas de Abreu de Melo e Bernardo Barbosa Nunes. Além deles, também devem prestar depoimento as duas vítimas e testemunhas de acusação e defesa.

Depoimento das vítimas é ponto central

A expectativa gira principalmente em torno das declarações das vítimas, que devem dizer em juízo se confirmam ou não os relatos feitos anteriormente à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). Esses depoimentos podem influenciar diretamente o rumo da ação penal.

Segundo denúncia do Ministério Público, o crime teria ocorrido na madrugada de 14 de fevereiro deste ano, no alojamento do clube, localizado na região da Baixada da Colina, na capital acreana.

Caso ganhou repercussão e chegou ao governo federal

O caso teve forte repercussão desde o início das investigações. Inicialmente, quatro jogadores chegaram a ser presos. Posteriormente, parte deles obteve liberdade provisória. Em março, a Justiça aceitou a denúncia e incluiu cinco atletas no processo, entre eles nomes que não estavam na fase inicial da investigação.

A repercussão ultrapassou o estado e chegou ao governo federal. Os ministérios das Mulheres e do Esporte criticaram uma homenagem feita por jogadores do Vasco-AC a colegas investigados, classificando o gesto como incompatível com os valores do esporte e reforçando a necessidade de respeito às vítimas.

Defesa nega acusações

A defesa sustenta que houve relação consensual e contesta as acusações. Advogados também têm questionado a condução das investigações e a existência de provas nos autos.

 

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