O fim da janela partidária, encerrada no último sábado (5), provocou uma reconfiguração significativa na composição da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). O período, previsto na legislação eleitoral, permite que parlamentares troquem de partido sem risco de perder o mandato por infidelidade partidária, desde que respeitado o prazo estabelecido antes das eleições.
Levantamento feito pelo ContilNet mostra que partidos como União Brasil, Progressistas e MDB ampliaram suas bancadas, enquanto siglas como PDT, Podemos e PSD registraram perdas expressivas.
O maior crescimento foi do União Brasil, que mais que triplicou sua representação na Casa, passando de dois para oito deputados e se tornando a maior bancada. Permaneceram no partido Whendy Lima e Gilberto Lira. Já Chico Viga, Fagner Calegário, Michelle Melo, Afonso Fernandes, Adailton Cruz e Pablo Bregense passaram a integrar a sigla.
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O Progressistas, partido da governadora Mailza Assis, também ampliou presença, saindo de três para cinco parlamentares. Seguem na legenda Maria Antônia, Manoel Moraes e Nicolau Júnior. Os novos integrantes são André Vale e Clodoaldo Rodrigues.
O MDB também cresceu, passando de dois para quatro deputados. Permanecem Antônia Sales e Tanízio Sá. Chegaram à sigla Pedro Longo e Luiz Gonzaga.
O Republicanos, ligado ao senador Alan Rick, manteve o mesmo tamanho de bancada, apesar de mudanças internas. O partido perdeu Clodoaldo Rodrigues, mas ganhou Eduardo Ribeiro, permanecendo com três parlamentares, ao lado de Gene Diniz e Tadeu Hassem.
Cadeiras vazias
Entre as maiores perdas, o PDT foi o mais afetado. A sigla, que antes tinha a maior bancada da Casa, caiu de quatro para apenas um deputado, o presidente estadual do partido, Luiz Tchê. Deixaram o partido Michelle Melo e Chico Viga, que migraram para o União Brasil, além de Pedro Longo, que foi para o MDB.
O Podemos perdeu toda a sua representação. A legenda, que passou a ser comandada pelo ex-governador Jorge Viana, ficou sem deputados após a saída de Fagner Calegário, que foi para o União Brasil, e André Vale, que migrou para o Progressistas.
Situação semelhante ocorreu com o PSD, ligado ao senador Sergio Petecão, que também ficou sem representantes. Deixaram a sigla Eduardo Ribeiro, que foi para o Republicanos, e Pablo Bregense, que se filiou ao União Brasil.
O PSDB também perdeu sua única cadeira, com a saída de Luiz Gonzaga para o MDB. O mesmo ocorreu com PSB e Solidariedade, que ficaram sem representação após as saídas de Adailton Cruz e Afonso Fernandes para o União Brasil.
Outras siglas não registraram mudanças. O NOVO segue com Emerson Jarude. A federação formada por PT, PV e PCdoB mantém Edvaldo Magalhães. Já o PL permanece com Arlenilson Cunha.
Veja como ficou a composição da Aleac:
| Partido | Antes | Depois | Saldo | Status |
| União Brasil | 2 | 8 | +6 | 🚀 Maior Bancada |
| Progressistas | 3 | 5 | +2 | 📈 Crescimento |
| MDB | 2 | 4 | +2 | 📈 Crescimento |
| Republicanos | 3 | 3 | 0 | ➖ Estável |
| NOVO | 1 | 1 | 0 | ➖ Estável |
| Federação (PT/PV/PCdoB) | 1 | 1 | 0 | ➖ Estável |
| PL | 1 | 1 | 0 | ➖ Estável |
| PSDB | 1 | 0 | -1 | 📉 Extinto na Casa |
| PSB | 1 | 0 | -1 | 📉 Extinto na Casa |
| Solidariedade | 1 | 0 | -1 | 📉 Extinto na Casa |
| Podemos | 2 | 0 | -2 | 📉 Extinto na Casa |
| PSD | 2 | 0 | -2 | 📉 Extinto na Casa |
| PDT | 4 | 1 | -3 | 📉 Maior Perda |

