Frente Ambientalista lança plano para orientar agenda do Congresso

Por Rafael Cardoso - RepĂłrter da AgĂȘncia Brasil 15/04/2026

A Frente Parlamentar Mista Ambientalista (FPMA) do Congresso Nacional lançou na terça-feira (15) o “Mapa do Caminho para a Agenda Legislativa Socioambiental”. O documento traz orientaçÔes para a atuação de deputados, senadores, assessores e corpo tĂ©cnico nos prĂłximos oito anos. SĂŁo iniciativas legislativas, articulaçÔes polĂ­ticas e mobilização social.

A crise climåtica estå no centro das atençÔes e o texto propÔe o fortalecimento de políticas ambientais com foco em temas como transição energética, defesa de biomas estratégicos, Justiça climåtica, orçamento e governança.

NotĂ­cias relacionadas:Lula pede mobilização a centrais sindicais para fim da escala 6×1.PECs da escala 6×1 nĂŁo competem com proposta do governo, diz Marinho.“Mais do que um diagnĂłstico, este mapa oferece açÔes concretas para popularizar a pauta climĂĄtica, combater a desinformação e garantir que o desenvolvimento do Brasil seja guiado pela preservação da biodiversidade e pela inclusĂŁo de jovens, indĂ­genas e periferias”, diz a senadora Eliziane Gama (PSD-MA), coordenadora da FPMA no Senado.

O texto, produzido em parceria com a ONG Legisla Brasil, sugere a aprovação de propostas em tramitação como a PEC da Água (PEC 06/2021) e o projeto que cria a Política Nacional de Proteção de Rios (PL 2842/2024). O texto também defende o fortalecimento de mecanismos de financiamento, como o Fundo Clima e o Fundo Nacional de Meio Ambiente.

“O mapa Ă© mais que um documento tĂ©cnico, Ă© um direcionamento para o Parlamento que serĂĄ eleito nas urnas em outubro. Precisamos fortalecer a pauta socioambiental dentro do Congresso Nacional, temos muito trabalho a ser feito e essa agenda nĂŁo pode ser tratada como perifĂ©rica. É uma pauta central no debate dos rumos do Brasil nos prĂłximos anos”, diz o deputado federal Nilto Tatto (PT-SP), coordenador da FPMA na CĂąmara dos Deputados.

Estratégias

O documento destaca a importĂąncia de construir narrativas que enfrentam a oposição entre crescimento econĂŽmico e proteção ambiental. E orienta a traduzir o debate acadĂȘmico para o cotidiano da população, ao trazer questĂ”es como insegurança alimentar, saĂșde e moradia. A elaboração das diretrizes contou com apoio de organizaçÔes da sociedade civil como a NOSSAS e a Engajamundo.

 “A mobilização real ocorre quando os territĂłrios detĂȘm ferramentas para criar suas prĂłprias narrativas, rompendo estereĂłtipos e discursos hegemĂŽnicos por meio do combate Ă  desinformação. Nesse processo, a comunicação deixa de ser apenas difusĂŁo e passa a ser infraestrutura de participação”, diz um trecho do documento.

As estratégias incluem ainda a integração entre mobilização digital e articulação institucional. O objetivo é produzir pressão sobre os parlamentares, para influenciar tomadas de decisão.

“Quando milhares ou milhĂ”es de pessoas se posicionam de forma coordenada, ignorar essa pressĂŁo passa a ter um preço”, diz o texto, que cita as campanhas pelo fim da escala 6×1 e “Criança nĂŁo Ă© mĂŁe” como exemplos recentes de mobilizaçÔes bem estruturadas que conseguiram influenciar o processo legislativo.

AlĂ©m do Legislativo, o Mapa do Caminho Ă© apresentado como uma ferramenta estratĂ©gica para a sociedade civil e o setor acadĂȘmico.


ConteĂșdo reproduzido originalmente em: Agencia Brasil por Rafael Cardoso – RepĂłrter da AgĂȘncia Brasil

Bloqueador de anuncios detectado

Por favor, considere apoiar nosso trabalho desativando a extensĂŁo de AdBlock em seu navegador ao acessar nosso site. Isso nos ajuda a continuar oferecendo conteĂșdo de qualidade gratuitamente.