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Governo atualiza lista do trabalho escravo com Amado Batista e empresa BYD

Por Redação ContilNet

O cadastro, que dá visibilidade a empregadores flagrados com mão de obra em condições análogas à escravidão, registrou um aumento de 6,28% no número de listados, resultando no resgate de 2.247 trabalhadores em todo o Brasil.

Foto: Wellyngton Souza/Sesp-MT

A atualização de abril de 2026 da “lista suja” do trabalho escravo trouxe nomes de peso do entretenimento e da indústria tecnológica.

O cadastro, que dá visibilidade a empregadores flagrados com mão de obra em condições análogas à escravidão, registrou um aumento de 6,28% no número de listados, resultando no resgate de 2.247 trabalhadores em todo o Brasil.

O Caso BYD: Exploração na Fábrica de Camaçari

A montadora chinesa BYD entrou no cadastro após uma operação que resgatou 220 trabalhadores chineses em dezembro de 2024. Eles atuavam na construção da fábrica em Camaçari (BA) em condições degradantes:

Com informações do G1.

O Caso Amado Batista: Autuações em Goiás

O cantor aparece na lista vinculado a duas propriedades em Goianápolis (GO): o Sítio Esperança e o Sítio Recanto da Mata. As autuações de 2024 mencionam 14 trabalhadores em situações irregulares.

Radiografia da Lista em Abril/2026

Os estados de Minas Gerais (35) e São Paulo (20) lideram o ranking de novos empregadores. As atividades com mais flagrantes foram:

  1. Serviços Domésticos: 23 casos.

  2. Criação de Bovinos: 18 casos.

  3. Cultivo de Café: 12 casos.

Importante: A inclusão na lista ocorre apenas após decisão definitiva, sem possibilidade de recurso. Os nomes permanecem no cadastro por dois anos, a menos que assinem termos de ajustamento e indenização imediata das vítimas.

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