O alto volume de chuvas no Acre durante o mês de abril trouxe consequências sérias para diversas regiões do estado. Com rios cheios e áreas alagadas, cerca de 40 mil pessoas já foram afetadas, entre moradores da zona urbana, comunidades rurais e populações ribeirinhas.
Diante da situação, o governo federal reconheceu estado de emergência em seis municípios acreanos. A medida foi oficializada nesta terça-feira (14), por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União, e já está em vigor. As cidades incluídas são Cruzeiro do Sul, Feijó, Mâncio Lima, Plácido de Castro, Rodrigues Alves e Tarauacá.
Segundo dados do governo estadual, em alguns pontos do Acre o volume de chuva acumulado nos primeiros dias do mês chegou a 280 milímetros. Com isso, rios importantes ultrapassaram o nível considerado seguro. Em Cruzeiro do Sul, por exemplo, o rio atingiu 14,06 metros, acima da cota de transbordamento, que é de 13 metros. Já em Feijó, o nível chegou a 12,34 metros, também em situação de alerta.
O cenário tem causado prejuízos e mudanças na rotina de muitas famílias, com pessoas desalojadas e desabrigadas. Além disso, há impactos na infraestrutura das cidades, dificuldades de deslocamento e perdas na agricultura, principalmente para quem depende da produção para sobreviver.
Com o reconhecimento da emergência pela Defesa Civil Nacional, as prefeituras podem solicitar recursos ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional para ações de apoio, como assistência às famílias e recuperação de áreas atingidas. Os pedidos devem ser feitos por meio de um sistema federal, onde os planos de trabalho serão analisados antes da liberação dos recursos.
