O presidente da ColĂ´mbia, Gustavo Petro, utilizou suas redes sociais neste domingo (5) para fazer uma proposta ambiciosa e realizar duras crĂticas Ă polĂtica externa e econĂ´mica dos Estados Unidos. Petro defendeu a entrada do sistema brasileiro Pix em territĂłrio colombiano e pediu que o Brasil deixe de considerar as sanções impostas pelo EscritĂłrio de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglĂŞs) do governo norte-americano.
A manifestação ocorre em um momento de tensão, como reação às investigações da gestão de Donald Trump contra o sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central do Brasil. Para Petro, o sistema de sanções dos EUA é “aberrante” e movido por uma visão de extrema direita que desconsidera a diversidade econômica global.
CrĂticas a Washington e Israel
AlĂ©m da pauta econĂ´mica, o lĂder colombiano subiu o tom contra os conflitos internacionais. Petro revelou ter tratado diretamente com Trump sobre a necessidade de interromper as ofensivas contra o IrĂŁ, mas acusou o entorno do presidente americano de induzi-lo a decisões com consequĂŞncias irreversĂveis para civis.
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Petro tambĂ©m nĂŁo poupou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a quem chamou de “sanguinário”, acusando-o de promover crimes contra a humanidade tanto em Gaza quanto no territĂłrio iraniano. “Sem diferenciação polĂtica na humanidade, a humanidade perece”, afirmou o presidente ao defender uma governança global mais democrática.
Narcotráfico e Extradição
No campo da segurança pĂşblica, Gustavo Petro criticou a eficácia da polĂtica antidrogas liderada pelos EUA. Segundo ele, o modelo atual de extradição tornou-se “uma tolice”, pois permite que grandes traficantes negociem penas brandas em cidades como Miami e Nova York, o que, em sua visĂŁo, enfraquece o combate real ao crime organizado.
A proposta de estender o Pix Ă ColĂ´mbia surge como uma alternativa de integração regional e autonomia financeira frente ao que Petro classifica como ferramentas de controle de Washington. AtĂ© o momento, o governo brasileiro nĂŁo se manifestou oficialmente sobre o pedido do paĂs vizinho.

