A Delegacia de Repressão aos Crimes Contra os Animais (DRCA), com apoio da 14ª e 20ª DP, localizou nesta terça-feira (31/03) o responsável pelo descarte de um bode e uma cabra mutilados no Gama. Os restos mortais, encontrados em sacos de lixo no último domingo (29/03), estavam sem cabeça e sem as patas.
Relato das Diligências
A coluna Na Mira apurou detalhes impactantes da abordagem. Ao ser confrontado pelos agentes em sua residência, o homem que não teve o nome revelado teria incorporado uma entidade e passado a rir enquanto olhava para as cabeças dos animais, que estavam guardadas na sala de sua casa.
No local, a perícia encontrou:
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As cabeças e patas dos animais expostas na sala;
Com informações do Metrópoles.
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Pratos sujos de sangue e ferramentas utilizadas no ato;
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O investigado afirmou que o ritual ocorre de três em três meses para “ficar mais forte” através da energia dos animais.
Liberdade Religiosa vs. Crueldade
A PCDF destacou que, embora o STF (RE 494601) admita a sacralização de animais em contextos religiosos como liberdade de crença, a prática possui limites rigorosos. Não é permitida a crueldade, o sofrimento desnecessário ou o descarte irregular que viole normas ambientais e de saúde pública.
A forma como os corpos foram manipulados e abandonados em via pública será o foco central da análise jurídica, podendo configurar infrações penais graves além dos crimes ambientais.

