O câncer de próstata, historicamente associado a homens acima dos 60 anos, mostra sua face mais cruel em pacientes mais jovens. Grant Learmont, um profissional da construção civil, ignorou por semanas uma rigidez nos quadris e nas costas, acreditando ser apenas o desgaste natural da profissão e das partidas de futebol.
Nesta sexta-feira (03/04), seu relato serve como um aviso urgente: a dor persistente não deve ser subestimada.
O Diagnóstico Inesperado
O que começou como uma indicação de fisioterapia para “fisgada muscular” evoluiu rapidamente. Quando a dor migrou para o ombro e o peito, exames de imagem revelaram uma realidade devastadora: metástase óssea extensa. O tumor primário na próstata já havia se espalhado para a coluna, pelve, clavículas e costelas.
“Eu não tinha absolutamente nenhum sintoma urinário. Estava indo ao banheiro normalmente. Só aquela dor nas semanas anteriores”, relata Grant.
Terapia Tripla e Expectativa de Vida
Atualmente em estágio quatro, Grant foi submetido a uma estratégia agressiva conhecida como terapia tripla, que combina:
- Bloqueio Hormonal: Injeções para interromper a testosterona (que alimenta o tumor).
Com informações do Metrópoles.
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Medicamentos Orais: Quimioterapia em comprimidos.
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Quimioterapia Intravenosa: Para combater as células que se espalharam pelos ossos.
Os médicos estimam uma sobrevida de quatro a dez anos, embora o caso seja monitorado de perto devido à idade precoce do paciente, o que geralmente indica tumores mais biologicamente agressivos.
Alerta para a Construção Civil
Grant destaca que, no canteiro de obras, “reclamar de dor” é parte do dia a dia, o que leva muitos trabalhadores a negligenciarem sinais vitais. Ele agora utiliza sua história para incentivar exames de PSA e toque retal mesmo em homens abaixo dos 50 anos, caso haja sintomas persistentes ou histórico familiar.

