Com 89,7% dos eleitores sem candidato definido na intenção espontânea, a disputa ao Senado no Acre é marcada, neste momento, por forte indefinição, segundo pesquisa do Instituto Veritá.
O levantamento, realizado entre 13 e 19 de março com 1.030 eleitores, mostra que a ampla maioria ainda não consolidou preferência, o que reduz o peso das posições atuais e indica alto potencial de mudança até a eleição.
Mesmo entre os nomes mais citados na espontânea, os percentuais refletem esse cenário. Jorge Viana aparece com 28,1%, seguido do governador Gladson Camelí com 25,4%, e de Márcio Bittar, com 18,7%. Ainda assim, os índices são diluídos diante do volume expressivo de eleitores que não souberam ou não quiseram responder.
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No cenário estimulado, quando os nomes são apresentados, a taxa de indecisos diminui, mas segue relevante: 18,2% afirmam não saber, pretendem votar em branco ou nulo, enquanto outros 28,0% citam nomes fora da lista principal. Nesse recorte, Camelí lidera com 36,6%, à frente de Jorge Viana (22,0%) e Márcio Bittar (13,4%).
O perfil dos entrevistados ajuda a explicar o cenário fluido. A amostra tem maioria feminina (51,8%), forte presença de jovens – 40,9% têm entre 16 e 34 anos – e predominância de eleitores com até o ensino médio (65,2%). Entre os que declararam religião, evangélicos (26,1%) e católicos (18,7%) são maioria, embora quase metade não tenha respondido.
Os dados técnicos indicam margem de erro de 3,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
