Durante sessão realizada nesta quinta-feira (23), a situação dos produtores rurais da região da Transacreana voltou a ser debatida no plenário da Câmara Municipal de Rio Branco. O vereador Felipe Tchê trouxe esse tema para a tribuna e chamou atenção para os desafios enfrentados por quem vive na zona rural, destacando problemas que vão além da infraestrutura.
Segundo o parlamentar, a realidade dos moradores envolve não apenas dificuldades no escoamento da produção, mas também questões
ligadas à qualidade de vida. “Não se trata só de estrada ou mecanização. Estamos falando de garantir condições dignas para essas famílias permanecerem no campo”, afirmou.

O vereador participou de Tribuna Popular na Câmara | Foto: Cedida
Estradas em más condições agravam isolamento
Um dos principais pontos levantados foi a situação crítica dos ramais, especialmente durante o inverno amazônico. De acordo com o vereador, muitos trechos ficam praticamente inacessíveis, contrariando promessas de trafegabilidade durante todo o ano.
“Há momentos em que não se consegue sair nem chegar. Isso prejudica diretamente a produção e o cotidiano das famílias”, destacou.
A falta de acesso adequado dificulta o transporte de mercadorias e compromete a renda dos produtores, além de limitar o deslocamento para outras necessidades básicas.
Reflexos na educação e serviços essenciais
Outro impacto citado foi na educação. Crianças e adolescentes que vivem na região enfrentam obstáculos para frequentar a escola, principalmente em períodos de chuva intensa, quando as estradas ficam ainda mais comprometidas.
A precariedade das vias, segundo o vereador, amplia os desafios já existentes na zona rural e afeta diretamente o acesso a serviços essenciais.
Durante o pronunciamento, também foram mencionadas possíveis iniciativas para melhorar a logística dos produtores, como a criação de um sistema digital em parceria com a Secretaria Municipal de Agricultura, voltado para facilitar o escoamento da produção.
O parlamentar ressaltou ainda que esteve recentemente na região e pôde acompanhar de perto a realidade enfrentada pelos moradores. Para ele, a solução depende de esforço coletivo entre os poderes públicos.
“Um vereador sozinho tem limitações, mas o trabalho conjunto da Câmara pode trazer avanços importantes”, concluiu.