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Líder de facção no Acre é preso no bairro da Penha no Rio de Janeiro

Por Fhagner Soares, ContilNet

Antônio Menezes de Castro, o “Classe A”, foi localizado pela Polícia Civil no Rio de Janeiro/ Foto: Reprodução

A caçada ao principal gestor financeiro de uma organização criminosa que atua no Acre terminou na última sexta-feira (17), no bairro da Penha, Rio de Janeiro. Antônio Menezes de Castro, conhecido no submundo como “Classe A” ou “Tintina”, foi capturado por agentes da Polícia Civil carioca em uma ação coordenada com a inteligência do Acre.

Apontado como o segundo homem na hierarquia do Comando Vermelho (CV) em território acreano, Antônio era o alvo mais valioso que restava da Operação Casa Maior, deflagrada em janeiro de 2026. Na ocasião da megaoperação, que mobilizou Rio Branco, Tarauacá e Cruzeiro do Sul, o narcotraficante conseguiu furar o cerco, mas passou a ser monitorado ininterruptamente pelas forças de segurança.

A Estratégia da Fuga e a ‘Caixinha’

As investigações revelaram uma logística sofisticada para evitar a prisão. Na tentativa de despistar as autoridades, “Classe A” percorreu o trajeto entre o Acre e o Rio de Janeiro por via terrestre, realizando pelo menos dez trocas estratégicas de veículos ao longo do caminho interestadual.

O motivo da viagem à capital fluminense era institucional dentro da facção: como responsável pela “caixinha” no Acre o controle dos recursos financeiros da organização , ele estaria no Rio para prestar contas e alinhar os balanços financeiros com as lideranças nacionais do grupo.

Histórico Criminal e Prisão em Flagrante

Com passagens por furto, roubo, tráfico e homicídio, Antônio Menezes não resistiu à abordagem no bairro da Penha. No momento da captura, além dos mandados de prisão preventiva em aberto, ele foi autuado em flagrante por portar um documento de identidade falso.

O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Pedro Buzolin, classificou a prisão como um “duro golpe” no crime organizado regional. “A captura desse indivíduo demonstra que não há espaço para impunidade e que o Estado está preparado para agir com firmeza”, afirmou o delegado, ressaltando que o compartilhamento de informações entre as polícias civis dos dois estados foi a chave para o sucesso da missão.

Relembre a Operação Casa Maior

Considerada um divisor de águas no combate ao crime no Acre, a operação realizada no início do ano cumpriu mais de 100 ordens judiciais. O saldo incluiu 40 prisões, apreensão de veículos, armas, munições e o bloqueio de contas bancárias que serviam de escoadouro para o dinheiro do tráfico.

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