“Olhos de peixe morto”, silêncio absoluto e um desaparecimento inexplicável no banco traseiro de um fusca. Décadas depois, o relato ainda causa arrepios, e agora volta ao centro das atenções como tema do quarto episódio do Arquivo 068, ao ar desde este sábado (18), no YouTube e redes sociais. Para assistir completo, assista aqui.
A história, contada pelo jornalista Astério Moreira, revive o mistério da chamada “Loira da Curva do Tucumã”, um suposto espectro que teria aterrorizado motoristas nas décadas de 1960 e 1970, em um trecho conhecido pela alta incidência de acidentes.
Muito antes da era digital, quando “não havia internet, celulares ou redes sociais”, como relembra Astério, o medo se espalhava no boca a boca. “Era assunto nos mercados, nas igrejas, nos bares, nas casas de família”, destaca o jornalista, que escreveu um livro com os casos mais emblemáticos do Estado.
A figura da mulher loira, vestida de branco, estaria ligada a uma tragédia: “uma alma desencarnada que perambulava no local onde perdeu a vida”, segundo os relatos da época. A curva, considerada extremamente perigosa, também foi cenário de acidentes fatais, o que ajudava a alimentar o imaginário popular.
O caso mais emblemático
Entre os episódios mais comentados está o de um taxista que, em uma noite abafada, aceitou uma corrida de uma mulher com aparência incomum. Ela não falou nada durante todo o trajeto. O motorista só percebeu algo estranho ao notar o “cheiro de cravo de defunto” e o olhar fixo da passageira.
O ápice veio logo depois: ao olhar pelo retrovisor, já próximo à cidade, “ela simplesmente não estava mais lá”.
“Foi um susto daqueles que não se esquece”, diz o jornalista, ao recontar a reação do taxista, que terminou a noite em estado de choque após procurar ajuda.
Do medo à memória
Com o passar dos anos, o avanço urbano, asfaltamento, iluminação e ocupação da regiãocontribuiu para o desaparecimento das supostas aparições. Ainda assim, a lenda nunca deixou de circular.
No fim, fica a dúvida que atravessa gerações: seria apenas uma lenda… ou algo que ainda resiste no silêncio das estradas?
VÍDEO:
