Durante o discurso de abertura da Hannover Messe, na Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou um tom crítico em relação aos conflitos globais e à paralisia das instituições internacionais.
O petista defendeu o acolhimento de refugiados e lembrou que a própria identidade brasileira é fruto de fluxos migratórios diversos, desde a colonização até as migrações forçadas e espontâneas dos séculos passados.
Críticas ao Conselho de Segurança da ONU
Lula direcionou perguntas diretas aos líderes das cinco potências com assento permanente no Conselho de Segurança (EUA, Rússia, China, França e Reino Unido):
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Falta de Resolução: “Para que serve o Conselho de Segurança da ONU? Por que vocês não se reúnem e não param com essas guerras?”, questionou o presidente.
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Recursos para a Paz: O mandatário sugeriu que os bilhões de dólares investidos em armamentos e destruição deveriam ser destinados ao cuidado dos milhões de “flagelados” que buscam abrigo ao redor do mundo.
Com informações do Correio Braziliense.
O Brasil como Mosaico Migratório
Para fundamentar sua posição favorável à imigração, Lula revisitou a história brasileira:
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Colonização e Escravidão: Citou a chegada dos portugueses em 1500 e o período de 350 anos de escravidão que trouxe 5 milhões de africanos ao país.
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Imigração Europeia e Asiática: Relembrou a contribuição de alemães, italianos, espanhóis, japoneses e árabes.
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Identidade Nacional: “Como é que eu posso ser contra a imigração se essa gente toda ajudou a construir o Brasil de hoje? A cara, a cultura e a saúde do Brasil”, afirmou o presidente.
Acordos Comerciais
Além do foco humanitário, a agenda de Lula na Alemanha visa fechar acordos comerciais estratégicos, especialmente no setor de indústria verde e energia renovável, aproveitando a vitrine tecnológica da feira de Hannover para atrair investimentos para o Plano de Transformação Ecológica do Brasil.

