A manhã desta quarta-feira (22) marcou um avanço diplomático e estratégico entre o Governo do Acre e o Ministério Público do Estado (MPAC). Em visita institucional à sede da procuradoria, a governadora Mailza Assis alinhou com o procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque, um cronograma de ações integradas que priorizam o combate à desigualdade e o fortalecimento da segurança pública.
O encontro serviu para ratificar o compromisso mútuo entre os órgãos de controle e o Executivo. Para D’Albuquerque, a integração é o único caminho para superar os gargalos sociais do estado. “O Ministério Público pode contribuir muito para a realização de ações conjuntas que beneficiem nossa população”, destacou o procurador-geral.

Projeto do Centro Integrado promete revolucionar o atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência/Foto: Diego Gurgel/Secom
Fim da revitimização: O novo Centro Integrado
Um dos pontos altos do diálogo foi a viabilização do Centro de Atendimento Integrado à Criança e ao Adolescente. A proposta, defendida pela governadora Mailza Assis, pretende concentrar serviços de assistência social, saúde, educação e justiça em um único complexo. A estratégia é técnica: ao centralizar o atendimento, o Estado garante um acolhimento humanizado e evita que a vítima precise repetir seu relato em diferentes órgãos, reduzindo o trauma do processo judicial e assistencial.

Reunião na sede do MPAC selou o compromisso de trabalho conjunto entre o Executivo e os órgãos de controle/Foto: Diego Gurgel/Secom
“Não podemos aceitar qualquer forma de desigualdade. Minha missão é valorizar as pessoas do nosso estado através de parcerias sólidas”, afirmou Mailza, reforçando o papel do Centro de Atenção à Vítima (CAV) como braço essencial dessa rede.
Liderança feminina e igualdade de direitos
A pauta de gênero também ganhou protagonismo durante a recepção. A procuradora de Justiça Patrícia Rego enfatizou a importância simbólica e prática de ter uma mulher à frente do governo estadual. Segundo a procuradora, o fortalecimento das lideranças femininas é o combustível necessário para políticas públicas mais inclusivas.
“Reconhecemos seu compromisso com a igualdade. Não existe democracia sem igualdade de direitos, e o Ministério Público estará ao seu lado para apoiar o enfrentamento à violência de gênero”, concluiu Patrícia Rego.