As mudanças na Atenção Primária de Rio Branco, com a implantação do georreferenciamento, nesta sexta-feira (10), devem impactar diretamente o dia a dia dos agentes comunitários de saúde. Para quem está na linha de frente, a nova política representa uma forma mais justa e organizada de trabalhar, principalmente se levar em conta as particularidades da região.
A agente comunitária de saúde Samara Matias avalia que a criação de regras mais claras para o acompanhamento das famílias é um avanço importante.
“A gente ter uma política dessa é importante para gerenciar o nosso trabalho, diferenciar a zona rural da zona urbana e não focar só na quantidade máxima de usuários”, afirmou.
Segundo ela, o modelo anterior não considerava os desafios geográficos enfrentados pelos profissionais, especialmente em áreas mais distantes.
“Como a gente vive na região amazônica, tem uma grande densidade geográfica. Então fica mais difícil acompanhar 750 indivíduos. A política vem justamente para padronizar isso”, explicou.
Territórios definidos e atendimento mais eficiente
Com o novo decreto, o número de pessoas atendidas por agente passa a variar entre uma quantidade mínima, média e máxima, o que permite ajustar o trabalho conforme a realidade de cada território.
Além de definir melhor quantas famílias cada agente deve acompanhar, o georreferenciamento também organiza as áreas de atuação. A cidade passa a ser dividida em regiões específicas, facilitando o planejamento das visitas e evitando sobrecarga de profissionais. Na prática, isso significa que os agentes terão territórios bem delimitados e poderão direcionar melhor o atendimento, priorizando famílias em situação de maior vulnerabilidade.
