O esporte brasileiro perdeu, nesta sexta-feira (17/4), um de seus maiores gigantes. Oscar Schmidt, o eterno “Mão Santa”, faleceu aos 68 anos após sofrer um mal-estar em sua residência, em Santana de Parnaíba (SP).
O ex-atleta chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Municipal Santa Ana, mas não resistiu. Oscar, que já enfrentava uma saúde debilitada após uma cirurgia recente, deixa o cenário mundial como o maior cestinha da história das Olimpíadas e um símbolo de dedicação e patriotismo.
A notícia comoveu fãs e autoridades, que relembram a trajetória do homem que preferiu vestir as cores do Brasil a seguir carreira na NBA.
De acordo com o portal CNN Brasil, a família ainda não divulgou detalhes sobre o velório, mas as homenagens já se multiplicam em todo o país, celebrando o atleta que superou a marca de mil pontos em edições olímpicas.
O legado do maior cestinha da história
A trajetória de Oscar Schmidt é marcada por recordes que o colocaram no panteão do basquete mundial:
-
Recordista Olímpico: Participou de cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos, tornando-se o único atleta do mundo a ultrapassar os 1.000 pontos na competição.
-
Mão Santa: Ganhou o apelido pela precisão cirúrgica em seus arremessos de três pontos, sendo temido pelas maiores potências do esporte.
-
Hall da Fama: Integrou o Hall da Fama da Fiba e, em um feito inédito para quem nunca jogou na liga americana, também o Hall da Fama da NBA.
-
Conquistas: Com a Seleção, garantiu o ouro histórico no Pan de Indianápolis em 1987, três Sul-Americanos e o bronze no Mundial de 1978.
Ficha técnica: a trajetória de Oscar Schmidt (1958 – 2026)
Confira os principais marcos da carreira do ídolo:
| Categoria | Detalhes do Legado |
| Apelido | Mão Santa |
| Camisa Eternizada | Número 14 (Seleção Brasileira) |
| Pontuação Olímpica | 1.093 pontos (Recorde Mundial) |
| Hall da Fama | NBA (Naismith) e FIBA |
| Participações Olímpicas | 5 Edições (1980, 1984, 1988, 1992 e 1996) |
| Local do Falecimento | Santana de Parnaíba – SP |
A partida de Oscar Schmidt encerra um capítulo glorioso do basquete nacional. Segundo o levantamento do CNN Brasil, o impacto de Oscar foi tão profundo que ele foi eleito um dos 100 maiores jogadores de todos os tempos por especialistas internacionais.
Seu compromisso com a Seleção Brasileira, mesmo diante de convites milionários do exterior, cimentou sua imagem como o maior patriota das quadras. O Brasil se despede hoje não apenas de um arremessador implacável, mas de um líder que ensinou gerações a acreditar que o impossível poderia ser alcançado com treino, garra e uma mão que, para muitos, era realmente santa.