A investigação sobre o ataque à Escola Municipal Ignez de Castro Almeira Mayer, em Suzano, revelou que o agressor de 18 anos não agiu sozinho no campo das ideias.
Neste domingo (12/04), uma mulher de 22 anos foi presa em uma operação conjunta entre as polícias de São Paulo e do Maranhão, acusada de disseminar ódio e impulsionar o jovem ao crime.
A “Mentoria” pelas Redes Sociais
O Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad) identificou interações intensas entre a suspeita e o agressor antes do atentado. A investigação contou com um aliado de peso: a agência norte-americana Homeland Security Investigations (HSI), que rastreou dados digitais que comprovam o interesse da mulher em práticas violentas e sua influência direta sobre o jovem.
-
Prisão Temporária: A Justiça decretou a prisão por 30 dias para aprofundar a análise de dispositivos eletrônicos.
-
Histórico de Ódio: Além do caso Suzano, ela é investigada por promover conteúdos de violência extrema em plataformas digitais.
Com informações do Metrópoles.
Professora Heroína: O Estado de Rita de Cássia
Enquanto a polícia avança na punição dos culpados, a cidade de Suzano exalta a coragem da professora de informática Rita de Cássia. Foi ela quem:
-
Acionou o botão de pânico, permitindo a chegada da polícia em menos de 4 minutos.
-
Confrontou o agressor fisicamente, impedindo que ele entrasse nas salas de aula.
-
Sofreu ferimentos graves: Rita perdeu um dedo na mão durante o embate com o facão, mas seu ato salvou dezenas de vidas.
Resposta das Autoridades
O prefeito de Suzano, Pedro Ishi, reforçou que a segurança nas escolas será intensificada e que o suporte psicológico à comunidade escolar é prioridade total.
O agressor segue preso preventivamente, e a perícia agora busca identificar se existem outros “grupos de apoio” ou conexões com células de radicalização online que possam planejar novos ataques.
