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Na Câmara, Tchê alerta impactos de decreto do lixo; entenda

Por Anne Nascimento, ContilNet

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Durante discurso, o parlamentar relatou que síndicos já enfrentam dificuldades para se adequar à nova regra, principalmente por conta dos custos. — Foto: ContilNet

O vereador Felipe Tchê alertou, na Câmara Municipal, nesta terça-feira (14), quanto aos impactos de um decreto que transfere aos chamados “grandes geradores” a responsabilidade pela coleta e destinação do próprio lixo. Segundo ele, a medida pode inviabilizar condomínios e pressionar ainda mais empresários da capital.

Durante discurso, o parlamentar relatou que síndicos já enfrentam dificuldades para se adequar à nova regra, principalmente por conta dos custos.

“Segundo a comissão dos síndicos, as poucas empresas que demonstram interesse estão cobrando entre R$ 18 mil e R$ 25 mil por mês de cada condomínio”, afirmou.

Para Tchê, o problema ganha dimensão social ao atingir diretamente moradores de conjuntos habitacionais criados para garantir acesso à moradia. “Se esse decreto não for revisto como está hoje, muitos condomínios de Rio Branco vão terminar sendo inviabilizados”, alertou.

Diante da repercussão, o vereador solicitou a realização de uma audiência pública no próximo dia 24 de abril, com o objetivo de reunir representantes da prefeitura, empresários, síndicos e demais setores afetados para discutir possíveis ajustes na medida.

O que diz o decreto e quem será afetado

O decreto enquadra como grandes geradores todos os empreendimentos que produzem alto volume diário de resíduos sólidos e, por isso, passam a ser obrigados a contratar, por conta própria, empresas para coleta, transporte e destinação do lixo.

Na prática, a regra alcança:

Esses locais deixam de contar com a coleta pública regular e passam a assumir integralmente os custos do serviço, o que, segundo vereadores, pode gerar impacto financeiro imediato e significativo.

Setores criticam falta de diálogo

A medida também foi alvo de críticas por parte do vereador Samir Bestene, que afirmou que entidades representativas não foram consultadas antes da publicação.

“Em momento nenhum a nossa entidade foi chamada para discutir isso. Ficamos sabendo depois, por empresários e síndicos”, disse.

Ele destacou que bares e restaurantes, já pressionados por custos elevados, estão entre os mais afetados pela mudança.

 

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