A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia-Geral de Assis Brasil, concluiu as investigações sobre o assassinato de Michael John Damascena de Almeida, de 33 anos, conhecido como “Baiano”, morto a tiros em outubro de 2025 no município acreano de Assis Brasil, na região de fronteira.
Segundo a apuração policial, o crime foi motivado por uma disputa entre organizações criminosas rivais e teria sido executado como forma de “acerto de contas”.
De acordo com o inquérito, Michael possuía histórico de ligação com uma facção criminosa e, no passado, teria participado de ataques contra uma das lideranças do grupo rival. Essa ação anterior, conforme a Polícia Civil, o colocou como alvo da organização adversária, que planejou sua execução.
Crime foi cometido por grupo encapuzado
Na época do homicídio, testemunhas relataram à Polícia Militar que cinco homens encapuzados invadiram a residência onde a vítima estava, no bairro Bela Vista, e se apresentaram falsamente como policiais antes de efetuarem diversos disparos.
Michael morreu ainda no local. O corpo foi removido para o Instituto Médico Legal (IML), em Rio Branco, para os procedimentos periciais e posterior liberação à família.
As investigações também apontaram que a vítima possuía um mandado de prisão em aberto expedido pela comarca de Itaberaba, na Bahia, por homicídio qualificado.
Logo após o crime, equipes da Polícia Civil iniciaram monitoramento dos suspeitos e trabalho de inteligência para individualizar a atuação de cada participante. Segundo a corporação, foram reunidas provas consideradas robustas sobre autoria e materialidade.
Com base no conjunto probatório, a polícia representou pela prisão preventiva dos investigados, pedido que foi aceito pela Vara Criminal local, sob justificativa da gravidade do caso e da periculosidade dos envolvidos.
Ao todo, oito pessoas foram apontadas como participantes diretos no homicídio.
Seis presos e dois foragidos
Em operação coordenada, seis suspeitos já foram capturados em diferentes cidades do Acre. Três prisões ocorreram em Assis Brasil, duas em Rio Branco e uma em Epitaciolândia.
A Polícia Civil informou que as diligências continuam para localizar os outros dois investigados, que seguem foragidos.

