O que o dono do Banco Master pode revelar na delação à PGR?

Parte dos casos segue na Justiça Federal de primeira instância

Por Suene Almeida, ContilNet 11/04/2026

As investigações envolvendo o Banco Master estão sendo conduzidas em diferentes partes da Justiça para acelerar a apuração de possíveis irregularidades. A estratégia foi sugerida pela Polícia Federal, que avalia que dividir os processos pode tornar a análise mais rápida, principalmente devido ao grande volume de informações e pessoas envolvidas.

Outro ponto importante é a possível colaboração do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Ele negocia um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República. Para isso, precisará apresentar novas informações que ajudem a esclarecer o caso além das provas já reunidas pelas autoridades.

Com isso, parte dos casos segue na Justiça Federal de primeira instância, especialmente aqueles que tratam de prejuízos causados a fundos de pensão estaduais. Já as investigações relacionadas a possíveis crimes contra o sistema financeiro continuam sob responsabilidade do Supremo Tribunal Federal, no gabinete do ministro André Mendonça.

INVESTIGAÇÃO

As apurações ganharam força após operações realizadas em fevereiro de 2026, que investigam suspeitas de má gestão por parte de responsáveis por investimentos milionários. Entre os casos analisados estão aplicações de cerca de R$ 400 milhões feitas pela Amapá Previdência e de aproximadamente R$ 970 milhões do Rioprevidência no banco.

Segundo investigadores, manter parte dos processos fora do STF ajuda a dar mais agilidade, já que apenas casos com autoridades que têm foro privilegiado precisam ser julgados na Corte. Enquanto isso, no Supremo, o foco é identificar possíveis fraudes e entender o papel de cada envolvido no esquema.

As investigações seguem em andamento e podem resultar em responsabilizações tanto na esfera criminal quanto na área cível, dependendo do que for comprovado ao longo do processo.

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