A população de Rio Branco que depende do transporte coletivo enfrenta graves dificuldades de locomoção desde as primeiras horas desta quarta-feira. Uma paralisação geral das linhas de ônibus travou o sistema de transporte na capital acreana. Diante do impasse, o prefeito Alysson Bestene iniciou uma rodada de negociações com o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Passageiros e Cargas (Sinttpac) ainda na madrugada, por volta das 3h, na tentativa de buscar uma solução imediata.
A mobilização, organizada de forma independente pelos próprios trabalhadores, foi articulada pelas redes sociais com os dizeres “Acorda Rio Branco”. A categoria afirma que a medida é um grito de socorro diante de uma série de descumprimentos trabalhistas por parte das empresas concessionárias que operam no município.
Denúncias de irregularidades trabalhistas
Os motoristas alegam que o movimento busca pressionar tanto as empresas quanto a prefeitura por medidas urgentes. Entre as reclamações mais graves estão:
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Atrasos salariais: Dificuldade constante para receber os vencimentos dentro do prazo legal;
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Encargos sociais: Denúncia de falta de depósitos referentes ao FGTS e ao INSS;
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Consignados: Trabalhadores afirmam que os valores dos empréstimos são descontados em folha, mas o repasse não é feito aos bancos, gerando cobranças indevidas aos funcionários.
Suspensão da licitação
O clima de instabilidade no setor se agravou após a Prefeitura de Rio Branco suspender, recentemente, a concorrência pública nº 005/2026. O edital tratava da nova concessão do transporte coletivo, mas foi barrado após pedidos de esclarecimento e impugnações que levantaram dúvidas sobre a legalidade e a estrutura do processo licitatório.
Até o momento, o diálogo entre o prefeito e os representantes sindicais continua. Enquanto o acordo não é selado, as paradas de ônibus em toda a cidade seguem lotadas e a população busca alternativas como transporte por aplicativo e caronas para chegar ao trabalho e compromissos.
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