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PF aponta que “Careca do INSS” teria corrompido policiais

Por Redação ContilNet

Lobista Antonio Carlos Camilo Antunes teria corrompido duas policiais civis de São Paulo. — Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES

A investigação sobre a chamada “farra do INSS” ganha novos contornos e levanta suspeitas graves dentro da própria polícia. A Polícia Federal identificou indícios de que o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes teria corrompido duas policiais civis de São Paulo para forjar o furto de um carro de luxo — um Audi RS6 avaliado em R$ 377 mil.

A informação consta em decisão sigilosa do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que menciona “fortes indícios” de que o suposto crime foi simulado com participação direta das agentes.

Segundo a apuração do Metrópoles, as policiais envolvidas seriam a investigadora Karla Rodrigues e a escrivã Anna Lygia Paredes Gatti. Ambas foram afastadas das funções em dezembro de 2025 e são alvo de investigações nas esferas criminal e administrativa.

De acordo com a Corregedoria da Polícia Civil paulista, durante as buscas foram encontrados cadernos com anotações detalhadas sobre apólices de seguro de veículos ligados ao lobista — elemento que reforça a suspeita de que o furto teria sido arquitetado.

Mesmo afastadas, as duas continuam recebendo salários normalmente, enquanto o caso segue sob análise da Justiça.

A defesa de Antunes afirma confiar no Judiciário e sustenta que um ex-funcionário teria sido responsável por subtrair bens do lobista, incluindo outro veículo de alto valor. As policiais citadas não se manifestaram até o momento.

Com informações do Metrópoles

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