O caso que envolve grandes nomes do cenário musical e das redes sociais brasileiras ganhou um novo capítulo dramático nesta quinta-feira (23). Poucas horas após serem colocados em liberdade por uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), os cantores MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e o responsável pela página Choquei, Raphael Sousa Oliveira, voltaram a ser alvo de pedidos de prisão pela Polícia Federal (PF).
A PF solicitou a prisão preventiva dos investigados, em uma tentativa de reverter a soltura do grupo, que ocorreu sob o argumento de “flagrante ilegalidade” no tempo de custódia anterior. A movimentação policial sinaliza um endurecimento na estratégia da acusação dentro da Operação Narcofluxo.
A Decisão do STJ e o Habeas Corpus
A soltura, ocorrida nesta manhã, foi determinada pelo ministro Messod Azulay Neto. O magistrado entendeu que a 5ª Vara Federal de Santos extrapolou os prazos legais ao manter a prisão temporária de MC Ryan SP e outros 32 investigados por tempo superior ao que havia sido solicitado inicialmente pela própria autoridade policial.
A defesa do artista, liderada pelo advogado Felipe Cassimiro, chegou a celebrar a decisão nas redes sociais com frases como “Fizemos história”, pouco antes do novo pedido da PF vir a público.
O Bilionário Esquema da Operação Narcofluxo
A investigação que mira os artistas e influenciadores é de proporções gigantescas. A Polícia Federal apura um esquema financeiro que teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão em transações suspeitas. O foco da operação é desarticular uma rede de:
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Lavagem de dinheiro;
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Associação criminosa;
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Evasão de divisas.
A PF sustenta que a manutenção da liberdade dos investigados pode comprometer a coleta de provas e a eficácia da operação. Agora, a Justiça Federal deverá analisar o novo pedido de prisão preventiva, o que mantém o futuro jurídico dos artistas e de Raphael Sousa em total incerteza enquanto o processo avança.