PF e Ibama desarticulam logĂ­stica de garimpo ilegal em reserva indĂ­gena

Agentes federais e do Ibama atuaram na Terra Indígena Sete de Setembro, área que compreende municípios de Rondônia e Mato Grosso

Por Fhagner Soares, ContilNet 27/04/2026 Ă s 12:13
Operação abrange áreas de divisa entre Rondônia e Mato Grosso no combate ao crime ambiental/ Foto: PF

Em uma ofensiva contra crimes ambientais na região amazônica, a Polícia Federal (PF) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deflagraram, no último sábado (25), uma nova fase da Operação Domo Amazônico. O foco da ação foi a Terra Indígena Sete de Setembro, território que se estende entre os municípios de Cacoal, em Rondônia, e Rondolândia, no Mato Grosso.

A missão teve como objetivo principal desarticular pontos de extração mineral ilícita que ameaçam a biodiversidade e a segurança das comunidades originárias da região. Durante as diligências em campo, as equipes de fiscalização identificaram estruturas de suporte e maquinário pesado em plena atividade ou prontos para operação.

PF e Ibama desarticulam logĂ­stica de garimpo ilegal em reserva indĂ­gena

Agentes da PF e Ibama monitoram área de extração ilegal na Terra Indígena Sete de Setembro/ Foto: PF

LogĂ­stica Inutilizada

Para interromper o ciclo econômico do crime e evitar que as atividades fossem retomadas imediatamente, as forças de segurança aplicaram a medida de inutilização de bens. Foram localizadas e destruídas:

  • Duas escavadeiras hidráulicas (máquinas de alto valor agregado essenciais para o garimpo);

  • Uma caminhonete utilizada para o transporte de equipes e insumos;

  • Duas motocicletas que garantiam a mobilidade em trilhas de difĂ­cil acesso.

Preservação e Vigilância

A Operação Domo Amazônico reafirma a integração das instituições federais na vigilância de áreas protegidas. A Terra Indígena Sete de Setembro tem sido alvo recorrente de pressões de garimpeiros, e a destruição do maquinário é uma estratégia prevista em lei para descapitalizar os financiadores dessas atividades clandestinas.

A Polícia Federal reforça que as investigações continuam para identificar os proprietários do maquinário e os responsáveis pela organização do garimpo na reserva, visando a responsabilização criminal por danos ambientais e invasão de terras da União.

ConteĂşdo Original / Fonte: Fhagner Soares, ContilNet

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