A dor de Priscila Magrin e Felipe Espanha, pais da adolescente Nicolly Pogere morta e esquartejada aos 15 anos em Hortolândia (SP) foi agravada por um novo pesadelo: a perseguição digital.
Nesta segunda-feira (13/04), o Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad) deflagrou uma operação interestadual para desmantelar um grupo que promovia ataques de “escárnio e deboche” contra o casal.
O Perfil dos Agressores
A investigação chocou as autoridades ao revelar que a maioria dos alvos são menores de idade, com idades entre 13 e 17 anos. O grupo utilizava plataformas populares entre jovens para disseminar o ódio:
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Plataformas: Discord, TikTok, e-mails e comunicações privadas.
Com informações do Metrópoles.
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Modus Operandi: O grupo enviava reiteradas ameaças de morte e ridicularizava a memória de Nicolly, intensificando os ataques após a apreensão dos assassinos confessos (o ex-namorado da vítima e sua atual parceira).
Alvos em Três Estados
A Operação Persecutio cumpre mandados de busca e apreensão em endereços estratégicos para identificar os autores por trás dos apelidos virtuais:
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Minas Gerais: Bicas, Ibirité, Belo Horizonte e Juiz de Fora (3 alvos).
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São Paulo: Presidente Prudente (1 alvo).
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Pará: Ananindeua (1 alvo).
O Caso Nicolly Fernanda
Nicolly foi assassinada em julho de 2023 em um crime que chocou o país. Ela desapareceu após ir à casa do ex-namorado em Hortolândia; seu corpo foi encontrado dias depois em um lago, esquartejado e envolto em lonas.
O casal de adolescentes acusado do crime confessou os detalhes e permanece internado na Fundação Casa.
A polícia busca agora apreender computadores e smartphones dos novos investigados para entender a conexão entre eles e se há uma rede maior de “comunidades de ódio” que celebram crimes violentos no Brasil.
