A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Denarc, revelou nesta quinta-feira (23/04) os bastidores de uma organização criminosa que unia o tráfico de drogas à “modernidade” dos estelionatos digitais. A Operação Gerente Fantasma cumpriu 27 ordens judiciais em Cuiabá e Várzea Grande, resultando na apreensão de uma mala repleta de cédulas de Real.
O “Home Office” Prisional
O líder do grupo, mesmo detido em uma unidade prisional, atuava como o verdadeiro gestor financeiro da engrenagem. De dentro da cela, ele coordenava:
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Arrecadação Semanal: O recolhimento do lucro vindo de pontos de venda de drogas (pasta base, skunk e cocaína).
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Gestão de Golpes: A coordenação de estelionatos em plataformas de compra e venda on-line, que chegaram a lucrar R$ 105,9 mil em apenas uma semana.
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Divisão de Lucros: A distribuição dos valores entre os integrantes em liberdade.
Lavagem de Dinheiro e “Assistencialismo”
Para dar aparência lícita ao dinheiro, o grupo utilizava técnicas de fragmentação de transferências (smurfing) e contas em nome de familiares. Além disso, a facção buscava o controle social:
Com informações do Metrópoles.
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Eventos e Cestas: Distribuíam alimentos e organizavam torneios de futebol para ganhar a simpatia da comunidade e evitar denúncias.
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Lucro Extra: Vendiam bebidas alcoólicas nesses eventos para aumentar o caixa da organização.
Operação Pharus: Tolerância Zero
A ação faz parte da Operação Pharus (Farol, em latim), inserida no programa Tolerância Zero do Governo de Mato Grosso. O foco é a asfixia financeira das facções.
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Mandados: 9 de prisão preventiva e 10 de busca e apreensão.
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Bloqueio: A Justiça determinou o congelamento imediato de R$ 200 mil em ativos financeiros dos investigados.
O delegado Eduardo Ribeiro destacou que a organização movimentava valores totalmente incompatíveis com as atividades econômicas declaradas, utilizando empresas de fachada para esconder o rastro do crime.