Presa pela PF com o marido Chrys, Débora Paixão vai para domiciliar

Débora Paixão obteve prisão domiciliar por ter filho de dois anos.

Por Redação ContilNet 17/04/2026

A influenciadora Débora Paixão, apontada pela Polícia Federal como uma financiadora relevante em um esquema de lavagem de dinheiro de R$ 260 bilhões, deixará a unidade prisional para cumprir prisão domiciliar. A decisão, confirmada nesta sexta-feira (17/04), baseia-se em preceitos do Código de Processo Penal que protegem a primeira infância.

O Benefício da Prisão Domiciliar

Débora foi beneficiada pelo Artigo 318 do CPP, que estabelece a substituição da prisão preventiva por domiciliar para mulheres com filhos de até 12 anos incompletos.

  • Contexto Familiar: Ela e o marido, Chrys Dias, são pais de Lucca, de apenas 2 anos.

  • Condições: Como o crime investigado (lavagem de dinheiro e associação criminosa) não envolve violência ou grave ameaça, a Justiça concedeu o direito, mediante o uso de tornozeleira eletrônica.

Com informações do Metrópoles.

O Papel de Débora no Esquema

Segundo as investigações da PF, Débora atuava na linha de frente da empresa Casal Imports. Ela seria responsável por:

  1. Operação de Rifas: Gerenciar valores provenientes de rifas digitais ilegais.

  2. Repasse Financeiro: Transferir montantes diretamente para empresas ligadas a MC Ryan SP, apontado como o líder da organização.

Status dos Demais Alvos

Enquanto Débora retorna para casa sob restrições, a situação dos outros envolvidos permanece rígida:

  • Manutenção das Prisões: O TRF-3 informou que todas as audiências de custódia foram realizadas e as prisões temporárias de 33 alvos (incluindo Poze do Rodo, Ryan SP e o dono da Choquei, Raphael Sousa) foram mantidas por 30 dias.

  • Foragidos: Seis alvos da operação ainda não foram localizados pela Polícia Federal.

  • Bloqueio de Bens: A Justiça mantém o sequestro de até R$ 2,2 bilhões em ativos dos investigados para garantir o ressarcimento aos cofres públicos.

As defesas dos envolvidos alegam inocência e afirmam que todas as transações financeiras possuem origem lícita e comprovada, confiando que o trâmite judicial esclarecerá os fatos.

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