Mais de cinco anos após a partida do maior ídolo do futebol argentino, o Caso Maradona ganha um novo e decisivo capítulo. O tribunal de San Isidro, na província de Buenos Aires, inicia nesta terça-feira (14/04) as audiências para ouvir cerca de 100 testemunhas e analisar as condutas da equipe médica que cuidava do astro em seus últimos dias de vida, em 2020.
Por que o julgamento foi reiniciado?
O processo, que estava em andamento, sofreu um duro golpe em maio de 2025, quando foi totalmente anulado. O motivo foi a quebra de imparcialidade da juíza Makintach, que participou de um documentário sobre o caso enquanto ainda integrava o júri.
A magistrada foi acusada de permitir filmagens ilegais dentro do tribunal, o que levou à sua destituição e à renúncia de outros dois juízes.
Os Réus e as Possíveis Penas
Sete profissionais estão no centro das investigações, acusados de negligência que teria levado ao infarto fatal de Maradona durante a recuperação de uma cirurgia cerebral:
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Leopoldo Luque (Neurocirurgião)
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Agustina Cosachov (Psiquiatra)
Com informações do Metrópoles.
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Carlos Diaz (Psicólogo)
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Equipe de Enfermagem e Coordenação: Nancy Forlini, Mariano Perroni, Pedro Pablo Di Spagna e Ricardo Almiro.
Caso sejam considerados culpados, os réus enfrentam penas severas que variam de 8 a 25 anos de prisão.
O que diz a Acusação
A promotoria sustenta que houve uma “internação domiciliar deficiente e temerária”. Os peritos apontam que o monitoramento de Maradona foi insuficiente e que os sinais de descompensação cardíaca foram ignorados pela equipe, resultando na morte do ídolo por um coágulo não detectado a tempo.
O reinício das audiências é visto por familiares, incluindo as filhas Dalma e Gianinna, como uma oportunidade de finalmente obter justiça e esclarecer se a morte do “Pibe de Oro” poderia ter sido evitada com cuidados médicos adequados.

