O Reino Unido passou a reconhecer oficialmente que lagostas e caranguejos são capazes de sentir dor, o que levou à proibição de práticas como a fervura dos animais ainda vivos.
A decisão faz parte de uma revisão nas leis de bem-estar animal, que agora incluem crustáceos na categoria de seres sencientes — ou seja, capazes de sentir dor, sofrimento e emoções.
Durante anos, cozinhar lagostas vivas foi tratado como uma prática comum na gastronomia. No entanto, estudos científicos passaram a indicar que esses animais possuem sistemas nervosos capazes de reagir à dor, o que impulsionou mudanças na legislação.
Com isso, o governo britânico considera que métodos como a fervura direta não são mais aceitáveis. A tendência agora é exigir técnicas que reduzam o sofrimento dos animais antes do preparo.
A medida também reacende debates sobre ética, alimentação e bem-estar animal, dividindo opiniões entre defensores dos direitos dos animais e setores da indústria gastronômica.
Especialistas apontam que a decisão pode influenciar outros países a revisarem suas próprias legislações, ampliando a discussão sobre o tratamento de diferentes espécies.
Com informações História Ilimitada
