O ministro da Energia da Rússia, Sergey Tsivilyov, anunciou nesta quinta-feira (02/04) que o país já está carregando o segundo navio de petróleo destinado a Cuba. A medida ocorre após uma reunião estratégica em São Petersburgo e reforça o apoio de Moscou à ilha, que enfrenta sua pior crise energética em décadas sob o cerco econômico de Washington.
O Cerco Energético
A situação de Cuba tornou-se crítica desde janeiro de 2026, quando os EUA aprovaram sanções severas contra qualquer nação que comercialize petróleo com o país. O cenário foi agravado por:
-
Apagão Geral: No mês passado, 10 milhões de cubanos ficaram sem energia elétrica.
-
Queda da Venezuela: A prisão de Nicolás Maduro e a influência estadunidense no setor energético venezuelano interromperam o principal fluxo de combustível que abastecia a ilha.
Com informações do Metrópoles.
-
Bloqueio Total: Segundo Tsivilyov, Cuba está sob isolamento severo, e os navios russos são os únicos a romper a barreira naval.
Ajuda Humanitária e Diplomacia
No início da semana, o petroleiro Anatoly Kolodkin já havia descarregado 100 mil toneladas de combustível em solo cubano. O presidente Miguel Díaz-Canel classificou a carga como uma “amizade testada nos momentos mais difíceis”, agradecendo diretamente a Vladimir Putin.
A movimentação russa no Caribe ocorre em um momento de alta tensão, com o governo Trump sinalizando que Cuba pode ser o próximo alvo de ações militares, enquanto Havana afirma estar preparada para um confronto. O envio de petróleo, portanto, é visto por analistas como uma mensagem clara de Moscou sobre sua influência no Hemisfério Ocidental.

