“Sem demarcação não há vida”: povos indígenas cobram proteção

No Dia dos Povos Indígenas, organizações denunciam violência e invasões

Por Redação ContilNet 19/04/2026 às 14:25

Mais do que uma data simbólica, o 19 de abril foi marcado por cobranças e denúncias. No Dia dos Povos Indígenas, organizações indígenas e entidades de direitos humanos usaram o momento para reforçar um recado direto: sem território, não há sobrevivência física, cultural e histórica dos povos originários.

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil destacou que a demarcação de terras é uma reparação histórica urgente e essencial. Em manifestação pública, a entidade afirmou que os territórios seguem sob ataque e que a violência contra comunidades indígenas permanece uma realidade constante. “Sem demarcação não há vida, não há cultura, não há futuro”, declarou.

O alerta também vem acompanhado de denúncias sobre a pressão crescente em áreas indígenas, com avanço de garimpo ilegal, desmatamento, grilagem e outras formas de exploração. Para a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira, esses impactos vão além das comunidades: atingem diretamente o equilíbrio ambiental da Amazônia, já afetada por eventos extremos como secas e queimadas.

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As manifestações ocorrem em um contexto de mobilização nacional, impulsionado pelo Acampamento Terra Livre 2026, considerado o maior encontro indígena do país. O evento reuniu representantes de centenas de povos para debater direitos, denunciar violações e pressionar por políticas públicas efetivas.

A Anistia Internacional também reforçou a urgência do tema, afirmando que não há o que celebrar enquanto os direitos territoriais não forem plenamente garantidos. A entidade destacou ainda que povos indígenas são responsáveis por proteger cerca de 80% da biodiversidade global, segundo a Organização das Nações Unidas.

Já a Fundação Nacional dos Povos Indígenas ressaltou avanços recentes e a importância da participação indígena na gestão de políticas públicas, apontando progressos na demarcação e na proteção territorial.

Com informações da Agência Brasil

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