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Sorriso de Suzane em documentário sobre a morte dos pais gera comentários na web

Por Redação ContilNet

Sorriso de Suzane em documentário sobre a morte dos pais gera comentários na web

Suzane von Richthofen gravou depoimentos inéditos para documentário de duas horas

Mais de duas décadas após o crime que chocou o Brasil, Suzane von Richthofen decidiu contar sua versão da história. Atualmente com 42 anos e cumprindo pena em regime aberto, ela é a protagonista de um documentário de duas horas, com título provisório de “Suzane vai falar”, que teve uma pré-estreia restrita na plataforma Netflix.

No material, Suzane tenta traçar uma linha do tempo que justifica, sob sua ótica, o distanciamento progressivo de seus pais, Manfred e Marísia von Richthofen, mortos em outubro de 2002. Ela descreve a mansão da família como um local de “isolamento emocional”, onde as notas altas na escola substituíam as demonstrações de carinho. “Meu pai era zero afeto”, afirmou, relatando ainda memórias traumáticas de supostas agressões do pai contra a mãe.

A influência de Daniel Cravinhos

Segundo informações do jornalista Ullisses Campbell, a narrativa de Suzane foca no “espaço vazio” deixado pelos pais, que teria sido ocupado por Daniel Cravinhos. Ela descreve o início de uma vida dupla e o uso de mentiras para acessar uma liberdade que desconhecia.

Sorriso de Suzane em documentário sobre a morte dos pais gera comentários na web

Produção da Netflix foca na relação familiar de Suzane antes do crime ocorrido em 2002/ Foto: True Crime/O Globo

Sobre o planejamento do duplo homicídio, Suzane adota uma postura ambígua: embora tente se distanciar da execução material (“Eu não construí a arma do crime”), ela assume a responsabilidade por ter facilitado a ação. “Eu aceitei. Eu os levei para dentro da minha casa. A culpa é minha”, declarou no documentário.

Estado de dissociação

Ao relembrar a noite dos assassinatos, Suzane afirma que permaneceu no andar inferior da casa em um estado que descreve como “dissociado”, comparando-se a um robô sem sentimentos. “Fiquei no sofá, com a mão no ouvido para não escutar nada”, recordou.

Críticas e Repercussão

A divulgação de trechos e imagens do documentário causou uma onda de indignação nas redes sociais. O que mais chamou a atenção dos internautas e entusiastas de true crime foi o semblante de Suzane em alguns registros.

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“Falando da morte dos pais com um sorriso deste tamanho?”, questionou um usuário. Outras críticas apontam que Suzane parece estar se sentindo uma “popstar” ao revisitar a tragédia. A produção segue gerando debates sobre o limite entre o interesse público e a humanização de figuras condenadas por crimes bárbaros.

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