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SUS amplia uso de tecido amniótico para tratar pacientes com diabetes

Por Redação ContilNet

Reprodução/Instagram/@educhem

O Sistema Único de Saúde (SUS) deu um passo histórico na modernização do tratamento de diabetes no Brasil. O Ministério da Saúde anunciou, nesta quinta-feira (17/4), a ampliação do uso da membrana amniótica — tecido coletado durante o parto e rico em propriedades anti-inflamatórias — para tratar feridas crônicas, complicações oculares e o temido pé diabético.

tecnologia, que já era utilizada com sucesso em grandes queimados desde 2025, agora será levada em escala para pacientes diabéticos, com a capacidade de acelerar em até duas vezes o processo de cicatrização em comparação aos métodos convencionais. A expectativa é que o novo protocolo beneficie anualmente mais de 860 mil pacientes em todo o território nacional.

De acordo com o portal Metrópoles, a incorporação definitiva dessa técnica no SUS democratiza o acesso a tratamentos de alto valor terapêutico, antes restritos a centros de excelência ou à rede privada de saúde.

Aplicações oculares e cicatrização acelerada

O uso do tecido amniótico no tratamento de diabetes atua de forma complementar, potencializando a recuperação do paciente:

Resumo da tecnologia: tecido amniótico no SUS

Confira as principais indicações e benefícios da nova diretriz do Ministério da Saúde:

Indicação Clínica Função da Membrana Benefício ao Paciente
Pé Diabético Cicatrizante biológico Redução do risco de amputação em até 50%
Úlceras de Córnea Regeneração epitelial Preservação da visão e redução de cicatrizes
Queimaduras Graves Barreira anti-inflamatória Recuperação tecidual acelerada
Cirurgias de Olho Recurso adjuvante Melhor prognóstico pós-operatório
Alcance do SUS 860 mil pacientes/ano Acesso gratuito à medicina regenerativa

A ampliação dessa tecnologia marca uma mudança de paradigma no tratamento de diabetes na rede pública. Segundo o levantamento do Metrópoles, o uso da membrana amniótica ajuda a reduzir custos hospitalares a longo prazo, diminuindo o tempo de internação e a frequência de cirurgias reconstrutivas. Para os especialistas, a medida representa um avanço civilizatório na saúde pública brasileira, garantindo que a inovação científica chegue à ponta do sistema, preservando a dignidade e a integridade física de milhares de cidadãos que convivem com as complicações crônicas da doença.

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