Suspeito de crime em Mato Grosso exibia vida de luxo nas redes sociais

Grupo contava com mais de 50 pessoas e divisões em núcleos de comando e financeiro para executar o crime

Por Redação ContilNet 11/04/2026 Atualizado: há 4 horas

A Polícia Civil de Mato Grosso desarticulou, na última quinta-feira (9), uma das peças-chave da organização criminosa responsável pelo maior assalto já registrado na história do estado. Pablo Henrique de Sousa Franco, apontado como o chefe da logística do grupo, foi capturado durante a terceira fase da Operação Pentágono.

Antes de ser detido, Pablo mantinha uma rotina de ostentação que chamou a atenção das autoridades. Em suas redes sociais, o suspeito publicava fotos e vídeos desfrutando de momentos de lazer a bordo de lanchas e passeando em quadriciclos, exibindo um padrão de vida incompatível com sua atividade legal, o que reforçou os indícios de sua participação no crime organizado.

Assalto

Investigado publicava fotos em lanchas e quadriciclos nas redes sociais/ Foto: Reprodução

O “Novo Cangaço” em Mato Grosso

As investigações apontam que Pablo teve papel fundamental no planejamento e execução do roubo a uma empresa transportadora de valores em abril de 2023. O crime foi executado na modalidade conhecida como “domínio de cidades” ou “Novo Cangaço”, onde quadrilhas fortemente armadas sitiam municípios para realizar assaltos de grandes proporções.

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A estrutura do grupo era de extrema complexidade, contando com pelo menos 50 envolvidos divididos em núcleos específicos de comando, logística e financeiro. A precisão da ação criminosa exigia uma coordenação rigorosa, atribuída a Pablo e outras lideranças.

Megaoperação e Bloqueios

A nova fase da Operação Pentágono, coordenada pela Polícia Civil, foi de larga escala. Ao todo, foram expedidas 97 ordens judiciais pela 3ª Vara Criminal de Barra do Garças, incluindo:

  • 27 mandados de prisão;

  • 30 mandados de busca e apreensão;

  • Bloqueio de 40 contas bancárias ligadas aos investigados.

A prisão de Pablo Henrique é considerada um golpe duro na estrutura logística da organização, que tentava lavar o dinheiro do crime através de bens de luxo e movimentações financeiras complexas. O caso segue sob investigação para identificar outros envolvidos e recuperar o restante dos valores subtraídos no assalto de 2023.

Veja o vídeo: 

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