A diplomacia global parece ter esgotado seus recursos nesta terça-feira (07/04). Em uma série de postagens incendiárias, o presidente Donald Trump elevou o tom contra Teerã a níveis nunca antes vistos, sugerindo que o mundo está prestes a presenciar um evento de ruptura histórica.
A declaração ocorre no exato momento em que expira o prazo imposto por Washington para a reabertura do Estreito de Ormuz.
A Declaração de Impacto
Em sua plataforma Truth Social, Trump escreveu palavras que sacudiram os mercados financeiros e as chancelarias internacionais:
“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá”, afirmou o republicano.
Trump ainda insinuou a possibilidade de uma “mudança de regime”, mencionando que mentes “menos radicalizadas” poderiam trazer algo “revolucionário e maravilhoso”, finalizando com um enigmático: “Descobriremos esta noite”.
Irã: “14 milhões dispostos ao sacrifício”
A reação do governo iraniano foi imediata e igualmente severa. O presidente Masoud Pezeshkian utilizou o X (antigo Twitter) para reafirmar a soberania do país e a disposição para o confronto direto:
Com informações do Metrópoles.
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Prontidão para a Guerra: Pezeshkian afirmou que ele e outros 14 milhões de iranianos estão prontos para sacrificar suas vidas em defesa do território.
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Recusa ao Acordo: Teerã classificou os termos de Trump — que previam 45 dias de trégua e reabertura gradual da rota do petróleo — como “ilógicos e insolentes”.
Impacto Imediato nos Mercados
A ameaça de Trump já produz efeitos reais na economia global neste 7 de abril de 2026:
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Petróleo: O barril voltou a subir, superando a marca de US$ 111, com analistas prevendo picos de US$ 150 em caso de ataque.
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Dólar: A moeda norte-americana disparou frente a moedas emergentes, enquanto as bolsas de valores operam em forte queda devido à incerteza sobre o que ocorrerá “esta noite”.
O plano de paz intermediado pelo Paquistão parece ter fracassado, e o mundo agora aguarda as próximas horas para saber se a retórica de Trump se transformará em uma ofensiva militar de larga escala no Oriente Médio.
