Trump prevê queda do petróleo após preço não subir ‘tanto quanto esperava’ com guerra

Por Estadão Conteúdo 12/04/2026

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os preços do petróleo e do gás tendem a cair com o fim da crise com o Irã, mas reconheceu incertezas no curto prazo e disse que a reação dos mercados tem sido mais moderada do que o esperado. Segundo ele, o petróleo “não subiu tanto quanto eu esperava”, assim como as bolsas “também não caíram tanto quanto o esperado” em meio ao conflito.

Em entrevista à Fox News neste domingo, Trump avaliou que os preços de energia podem até recuar antes das eleições de meio de mandato, “ou possivelmente subir um pouco”, acrescentando que uma queda mais consistente pode não acontecer inicialmente. Ainda assim, reiterou que a normalização das cotações do petróleo viria com a reabertura do Estreito de Ormuz. “O que vamos fazer é abrir o Estreito”, reiterou.

O presidente também voltou a pressionar aliados e parceiros comerciais. Ele citou Japão e Coreia do Sul ao dizer que “não ajudaram” com a situação no Irã e voltou a afirmar que os EUA precisam reavaliar sua participação na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), alegando falta de apoio na crise com o Irã. “Queríamos ajuda da Otan e eles não nos ajudam”, disse.

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No campo geopolítico, Trump afirmou manter “ótima relação” com o presidente chinês, Xi Jinping, mas ameaçou impor tarifas caso Pequim forneça armamentos a Teerã. “Se eu pegar a China fornecendo armas ao Irã, vai receber tarifa de 50%”, declarou, acrescentando que duvida do envio de mísseis portáteis pelos chineses ao país persa.

O republicano também elevou o tom ao mencionar capacidade militar contra a infraestrutura iraniana. Segundo ele, os EUA poderiam atingir usinas de dessalinização de água – apesar de “não querer fazer isso” – e instalações de energia, deixando o país sem fornecimento por anos. “Temos poder para derrubar a energia no Irã por 10 anos, se quiséssemos, que é o tempo que levaria para reconstruírem tudo”, afirmou.


Conteúdo reproduzido originalmente em: InfoMoney por Estadão Conteúdo

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