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Último pôr do sol e poço ‘mágico’: as curiosidades do extremo oeste do Acre

Por Fhagner Soaers, ContilNet

Fronteira com o Peru: densidade da floresta impede ligação terrestre direta entre cidades/ Foto Reprodução

No extremo oeste do Acre, onde o Brasil se despede para dar lugar ao Peru, fica Mâncio Lima. Oficialmente reconhecida como a cidade mais distante de Brasília em linha reta, o município é um convite a entrar em outra lógica de tempo. Recentemente, o influenciador Marcelo Dias esteve na região e compartilhou em seu Instagram os detalhes desse “ponto final do mapa”, onde o relógio marca duas horas a menos que a capital federal e o país assiste ao seu último pôr do sol diário.

Mâncio Lima é um cenário de contrastes e resistência. Em seu território está a Terra Indígena Puyanawa, lar de um povo que superou décadas de opressão para promover um dos maiores resgates culturais da região. Marcelo Dias destacou em suas redes a importância do Festival Watsa, onde a comunidade abre as portas para visitantes do mundo inteiro celebrarem tradições ancestrais.

Natureza e Curiosidades Geológicas

O município abriga ainda o Parque Nacional da Serra do Divisor, a quarta maior unidade de conservação do gênero no Brasil. Entre cachoeiras e natureza intocada, o influenciador mostrou uma atração que impressionou seus seguidores: um poço de petróleo que, após uma tentativa frustrada de extração, tornou-se um poço de água com alta densidade, onde é impossível afundar.

O Desafio da Conectividade

A localização estratégica de Mâncio Lima traz desafios geográficos únicos, também pontuados por Marcelo. A cidade está a menos de 200 km em linha reta de Pucallpa, no Peru, mas a densidade da floresta exige uma volta de mais de 3 mil quilômetros para chegar lá por terra.

Mâncio Lima é considerada “privilegiada” no contexto amazônico por permitir o acesso via carro, diferente de muitas cidades vizinhas que dependem exclusivamente de barcos ou aviões. As postagens de Marcelo Dias reforçam a dimensão continental do Brasil e a urgência da preservação ambiental e cultural no extremo oeste.

Veja o vídeo: 

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