O comércio varejista do Acre começou 2026 no azul, com crescimento de 2,8% nas vendas, segundo análise da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Acre (Fecomércio-AC), com com base na Pesquisa Mensal do Comércio.
O avanço também se repete no acumulado dos últimos 12 meses, que igualmente fechou em 2,8%. Apesar disso, o desempenho acreano segue atrás da maior parte dos estados da região, superando apenas Roraima e Amapá no período analisado.
No cenário nacional, o crescimento foi mais moderado: alta de 0,4% no volume de vendas em janeiro na comparação com dezembro. Entre os setores que puxaram o resultado estão artigos farmacêuticos, perfumaria e cosméticos (2,6%) e tecidos, vestuário e calçados (1,8%).
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No varejo ampliado – que inclui veículos e materiais de construção – também houve avanço, com crescimento de 2,8% e 3,4%, respectivamente.
Por outro lado, alguns segmentos seguem em queda. Combustíveis e lubrificantes recuaram 1,3% no país, enquanto livros, jornais e papelaria caíram 1,8%. Já equipamentos de informática e comunicação tiveram a maior retração, de 9,3%, refletindo um comportamento mais instável do consumo.
No Acre, além do volume de vendas, a receita nominal também apresentou alta, com crescimento de 2,4% na comparação mensal. Ainda assim, os números não indicam uma recuperação consistente após as perdas registradas no fim de 2025.
Para o assessor da presidência da Fecomércio-AC, Egídio Garó, o cenário ainda exige cautela.
“Apesar das variações positivas em janeiro, o comércio segue impactado pelo endividamento das famílias, juros elevados e a alta do dólar, além dos efeitos de conflitos internacionais”, afirmou.
Segundo ele, a inflação recente também pode pressionar a taxa Selic, o que tende a frear o consumo no curto prazo.

