Vídeo feito com IA ironiza almoço de Janja para Lula com carne de paca

O vídeo utiliza uma letra ácida para questionar a coerência de discursos preservacionistas de figuras públicas

Por Redação ContilNet 10/04/2026

Após a repercussão do almoço de Páscoa preparado pela primeira-dama Janja para o presidente Lula, onde o prato principal foi carne de paca, um vídeo gerado por Inteligência Artificial (IA) viralizou nas redes sociais com uma crítica ácida e bem-humorada. A produção, que soma milhares de curtidas, utiliza imagens hiper-realistas de celebridades consumindo o animal silvestre.

No vídeo, figuras como a cantora Alcione, o rapper Emicida, o humorista Fábio Porchat,  o próprio presidente Lula e até a ex-Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima Marina Silva, aparecem consumindo carne de paca. A trilha sonora não poupa palavras e ataca o que o autor chama de “discurso lacrador”, apontando uma suposta distância entre o ativismo ambiental das redes sociais e a realidade dos bastidores do poder.

Vídeo feito com IA ironiza almoço de Janjapara Lula com carne de paca

Produção digital critica contradição entre discurso ambientalista e prática política/ Foto: Reprodução

A Crítica por Trás da IA

A letra da música que acompanha as imagens é carregada de ironia: “Ibama que se foda, eu sou o chefão da festa. Mete discurso de ambientalista, eu faço bonito no palanque”. O conteúdo questiona a proteção da fauna, sugerindo que a defesa dos animais ficaria restrita ao Instagram, enquanto o “poder” se deliciaria com iguarias proibidas para o cidadão comum.

Vídeo feito com IA ironiza almoço de Janjapara Lula com carne de paca

Sátira utiliza inteligência artificial para ironizar consumo de animal silvestre no Planalto/ Foto: Reprodução

O refrão, com o trocadilho “Pakaká, paka lá. Porque eu posso”, reforça a narrativa de privilégio que os críticos do governo tentam emplacar desde que a notícia do almoço com o animal silvestre veio a público.

Limites da Tecnologia

Apesar de parecer real, o vídeo é um exemplo claro do avanço das deepfakes e da IA generativa aplicada à sátira política. Embora o almoço de fato tenha ocorrido — conforme divulgado pela própria primeira-dama, que afirmou ser um presente de amigos —, as imagens dos famosos consumindo a carne são criações digitais. O caso acende novamente o debate sobre o uso de tecnologias para potencializar críticas políticas e a velocidade com que conteúdos satíricos pautam a opinião pública no Brasil.

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Veja o vídeo: 

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