O Acre aparece como o estado com a maior taxa de feminicídios do Brasil em 2025, segundo dados divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e publicados pela página Mapatemático no Instagram.
De acordo com o levantamento, o estado registrou 3,2 mortes para cada 100 mil mulheres, liderando o ranking nacional. Na sequência aparecem Rondônia, com taxa de 2,9, e Mato Grosso, com 2,7.
Em todo o país, foram contabilizados 1.568 casos de feminicídio em 2025, o maior número desde que o crime passou a ser previsto em lei, em 2015. O total representa aumento de 4,7% em comparação ao ano anterior.

Os dados também mostram que a maioria dos assassinatos foi cometida por companheiros ou ex-companheiros das vítimas. Esse tipo de relação aparece em 80,7% dos casos registrados.
Outro dado que chama atenção é o local onde os crimes aconteceram. Segundo o estudo, 66,3% das mulheres foram mortas dentro da própria casa. O levantamento aponta ainda que mulheres negras representam 62,6% das vítimas de feminicídio no país.
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Um levantamento do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) ajuda a traçar esse perfil ao analisar a série histórica entre 2018 e 2025, e os dados revelam um padrão preocupante: a maioria dos autores é formada por adultos, com passagem pela Justiça e, em muitos casos, com histórico de violência.
De acordo com o estudo, a faixa etária predominante entre os autores está entre 30 e 39 anos. Só o grupo de 30 a 34 anos concentra 16 casos, seguido pelos de 35 a 39 anos, com 12 registros. Faixas mais jovens, como 20 a 24 e 25 a 29 anos, também aparecem com números relevantes, ambos com 11 ocorrências, o que indica que a violência letal contra mulheres atravessa diferentes etapas da vida adulta.
Antecedentes
Outro ponto que chama atenção é o histórico criminal desses autores. Mais da metade (51%) já possuía antecedentes criminais. Quando o recorte se volta especificamente para violência doméstica, 32% tinham registros anteriores, o que reforça um padrão já conhecido por especialistas: o feminicídio, em muitos casos, é o desfecho de um ciclo contínuo de agressõe